Estudo prevê cheia de 28,66 metros para este ano no AM

Fonte Ascom do Inpa 11/03/2013 às 16h

O novo modelo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e do Instituto Max Planck de Química (MPIC) prevê que o Rio Negro deverá ter este ano uma cheia de 28,66 metros, com margem de erro de 28,36 metros a 28,96 metros.

 

A constatação foi feita após a inserção de novos dados ao modelo de previsão de cheia, o que permitiu informar números mais precisos. O método possibilitou, ainda, reduzir a margem de erro de 38 centímetros para 30 centímetros para mais e para menos.

“Após a cheia de 2012, nós começamos a trabalhar com outros modelos que consideram, além do índice da Oscilação do Sul, anomalias de temperaturas superficiais do Oceano Pacífico naquela região, conhecida como região El Nino 3.4 e que fica no Pacífico Central Equatorial”, explicou o pesquisador Jochen Schöngart, do MPIC.

Segundo ele, a área é considerada a região central dos fenômenos El Niño e La Ninã. “Espero que, futuramente, possamos produzir modelos mais robustos e também expandir, dentro da Bacia Amazônica, para outras estações hidrológicas”, observou Schöngart.

Medições

As medições no Porto de Manaus são coletadas pela Agencia Nacional de Água (ANA) junto com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Após essas coletas é possível calcular a média, desvio padrão, as mínimas e máximas para cada data.

De acordo com Schöngart, com o modelo de previsão elaborado é possível ter, geralmente com 100 dias de antecedência, a previsão de cheia para Manaus e arredores, que normalmente acontece na segunda quinzena do mês de junho.

Cheias mais frequentes

A Amazônia Central possui um ciclo hidrológico caracterizado por uma cheia, que ocorre geralmente na segunda quinzena de junho, e uma vazante, que ocorre entre o final de outubro e o início de novembro.

Em 2012, Manaus registrou a maior cheia desde 1903, quando o nível do Rio Negro atingiu 29,97 metros no dia 29 de maio. De acordo com Schöngart, a cota para este ano (1,30 metro abaixo da de 2012) pode ser considerada relativamente alta. Baseado na média de cheias anteriores, o valor fica mais ou menos 80 centímetros acima da média das cheias já observadas em Manaus.

Em 2011, a amplitude anual (diferença calculada entre cheia e seca) registrada foi de 14,99 metros, a maior já registrada desde 1903. Com a previsão da cheia deste ano, a amplitude anual em relação à seca do ano passado seria entre 12,4 metros a 13,0 metros, continuando a tendência significativa de aumento da amplitude observada nos últimos 20-25 anos.

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Ascom do Inpa
Fonte Ascom do Inpa 11/03/2013 ás 16h

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