Estudo pioneiro antecipa o impacto das mudanças climáticas no Paraná

Fonte Ascom da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná. 18/03/2013 às 21h
Como será o comportamento do clima no estado do Paraná nos próximos 100 anos? Para responder a essa pergunta, foi desenvolvido um projeto de pesquisa que gerou um sistema capaz de simular os impactos das mudanças climáticas globais sobre os setores agropecuário, florestal e energético nas décadas de 2040, 2070 e 2100.

 

Com patrocínio da Finep, agência de financiamento vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o trabalho é resultado da cooperação entre instituições de pesquisa tecnológica atuantes no Paraná reunidas em uma rede, incluindo o Instituto Tecnológico Simepar, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), a Fundação ABC, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Embrapa Florestas e a Embrapa Trigo.

O software desenvolvido pelo Departamento de Matemática e Estatística da UEPG utiliza a base de dados climáticos coletados por estações meteorológicas do Simepar e do Iapar entre 1980 e 2009, considerando dois cenários propostos pelo Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC): aumento da temperatura de 2 graus e de 4 graus. Para cada grau a mais na temperatura global, projeta-se um aumento de 10% na ocorrência de chuvas.

“Aplicando modelos matemáticos, foram obtidos resultados para 28 localidades do Paraná, o que pode orientar o planejamento estratégico de plantio, cultivo ou substituição de culturas agrícolas e outras ações nas áreas energética e florestal", explica o pesquisador Jorim Souza das Virgens Filho, professor da UEPG que desenvolveu o programa como tese de doutorado em energia na agricultura sobre simulação computacional na área climática.

Os estudos permitem a adoção de medidas voltadas às áreas urbanas, como a construção de redes de drenagem para enchentes. No setor energético, servem de base para reforço de barragens para contenção de águas e uso do potencial eólico.

Responsável pela análise e interpretação dos dados meteorológicos e climatológicos simulados, o Instituto Tecnológico Simepar prevê as tendências de alterações nas séries de dados das seguintes variáveis: temperatura, umidade relativa do ar, precipitação, radiação solar e vento. A duração e a frequência dos "veranicos" e a probabilidade de eventos climáticos extremos também são estudadas. O diretor Eduardo Alvim Leite realça "a importância do esforço cooperativo entre instituições de pesquisa tecnológica paranaenses para viabilizar esse trabalho pioneiro de regionalização dos estudos de impacto das mudanças climáticas potenciais".

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Ascom da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná.
Fonte Ascom da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná. 18/03/2013 ás 21h

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