Estudo mostra que ICTs prestaram serviços a mais de 700 empresas em 2011

Fonte Imprensa Unicamp 04/03/2013 às 14h

Levantamento publicado pelo IPEA destaca que metade das firmas tem menos de cem funcionários

 
Um estudo publicado na semana passada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que as instituições científicas e tecnológicas (ICTs) ligadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) prestaram serviços técnico-científicos a 715 empresas de diversos setores econômicos em 2011. Os principais serviços prestados pelos laboratórios e infraestruturas das ICTs foram ensaios e testes e consultoria e assessoria técnico-científica. Outras atividades mais relacionadas com o processo de inovação também foram apontadas pelo estudo, como desenvolvimento e aperfeiçoamento de produtos e processos e elaboração e testes de protótipos.
 
O estudo "Infraestrutura de pesquisa no Brasil: resultados do levantamento realizado junto às instituições vinculadas ao MCTI", de autoria de Fernanda de Negri e Públio Ribeiro, publicado no boletim Radar nº 24, mostra também como está distribuída a infraestrutura de pesquisa do MCTI nas 14 unidades de pesquisa (UPs), três organizações sociais (CNPEM, IDSM e Impa) e cinco instituições de pesquisa subordinadas à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
 
Perfil das empresas
 
De acordo com o levantamento, 49% das empresas atendidas pelos laboratórios e infraestruturas têm menos cem funcionários, enquanto 18% têm entre cem e 499 funcionários e 26% delas são de grande porte, com mais de 500 funcionários. Não puderam ser classificadas, por falta de informações, 7% das firmas.
 
Entre os setores de atividade das empresas atendidas estão ramos da indústria de transformação, como os setores de equipamentos de informática; automotivo; máquinas, aparelhos e materiais elétricos; químicos; e máquinas e equipamentos. Também no setor de serviços destacam-se as atividades de comércio; serviços de arquitetura e engenharia; e atenção à saúde humana. Apenas o setor de equipamentos de informática, eletrônicos e óticos foi responsável por 112 das 715 empresas atendidas pelos laboratórios pesquisados, seguido pelas empresas do comércio atacadista, com 77 firmas.
 
O IPEA concluiu que as ICTs possuem um corpo técnico-científico altamente qualificado; atuam em áreas estratégicas para o desenvolvimento científico e tecnológico do País, especialmente nas áreas das engenharias e ciências exatas e da terra; possuem infraestrutura de pesquisa moderna; desenvolvem atividades regulares de P&D, ensino e prestação de serviços tecnológicos; e atuam como laboratórios nacionais, utilizados por pesquisadores e estudantes de diferentes instituições do país e do exterior.
 
Qualificação dos recursos humanos
 
As ICTs do MCTI contaram com um orçamento de R$ 350 milhões em 2011 e estavam distribuídas em vários Estados do País, apesar de concentradas principalmente no eixo Rio de Janeiro-São Paulo. Essas instituições possuíam 196 laboratórios e infraestruturas, compostas por 2.996 profissionais. Desde total, 46% eram pesquisadores (doutores, mestres, especialistas e graduados), 29% eram técnicos de níveis médio ou superior e 25% eram estudantes de pós-graduação. Cada laboratório ou infraestrutura registrava, em média, sete pesquisadores, quatro estudantes e cinco técnicos.
 

"As unidades, centros e institutos de pesquisa do MCTI são atores estratégicos do Sistema Nacional de CT&I e dão uma contribuição fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico do País. No entanto, a sociedade e o próprio governo conhecem pouco sobre as características e competências de cada uma dessas instituições", afirmam os autores.

Imprensa Unicamp
Fonte Imprensa Unicamp 04/03/2013 ás 14h

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