Estudo de Organização Francesa aponta impacto Social positivo de Oscip Brasileira em relação ao SUS

Fonte Parágrafo Comunicação 15/05/2013 às 18h

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Redução do tempo de espera chegou a zero e foi apontada como principal benefício do Projeto CIES e suas unidades móveis de saúde

A Planète d’Entrepreneurs, ONG (Organização Não Governamental) independente que realiza avaliações de projetos sociais na França e em países em desenvolvimento, selecionou o Projeto CIES (Centro de Integração de Educação e Saúde), responsável pela Carreta da Saúde, para mensurar o impacto social causado no atendimento médico em unidades móveis às comunidades de alta vulnerabilidade social.

O levantamento foi feito entre os meses de janeiro e fevereiro de 2013, nas cidades de São José dos Campos (São Paulo) e em São Francisco do Sul (Santa Catarina) com o objetivo de medir qual o impacto das ações do CIES junto aos pacientes que usam o Sistema único de Saúde (SUS).

Resultados

Segundo as autoridades ouvidas (Danilo Stanzani, antigo secretário de saúde e Claúdia Soares, antiga secretária ajunta, de São José dos Campos; Michelle Antunes, assistente executiva e Paloma Garcia da Silva, assistente executiva de São Francisco do Sul) a solução oferecida pelo CIES foi escolhida por sua flexibilidade junto às necessidades do município, e a integralidade da sua oferta, já que conta com equipamentos, médicos e acompanha todo o processo, desde a primeira consulta até a cirurgia no hospital. Além disso, o preceito de medicina “humanizada” que o projeto carrega o torna uma opção que preenche justamente uma das principais reclamações do SUS, que é a falta de tempo dos profissionais para dar atenção aos pacientes.

Já para a comunidade, o principal resultado da atuação do CIES foi redução do tempo e fila de espera para consultas e exames. Na cidade de São Francisco do Sul, a espera foi reduzida à zero. Foram mais de 12 mil consultas e exames realizados para 7.661 pessoas. Em São José dos Campos o número de consultas e exames quase dobrou, chegando a 24.112, em dezembro de 2012.

Para Roberto Kikawa, idealizador do CIES, o trabalho da Planète d’Entrepreneurs trouxe dados importantes para a continuidade das ações do CIES. “Ficamos muito contentes com a avaliação da equipe francesa uma vez que nosso trabalho não é competir com o modelo de atendimento em saúde existente hoje no Brasil. Nosso objetivo é atuar em parceria com as secretarias de saúde diminuindo a demanda reprimida existente, sem sobrecarregar o Estado com a construção de novos hospitais ou ambulatórios que requerem muito mais recursos financeiros”, explica o médico empreendedor social.

Dados obtidos

Um ponto importante a ser observado foi que, de acordo com as pesquisas, 65% dos entrevistados têm uma opinião insatisfatória sobre o sistema de saúde pública de sua cidade. Dentre os principais problemas apontados, 35% dos pacientes apontaram a longa espera (de 5 a 12 meses) para consultar um médico especialista. Outra crítica foi com relação à falta de atenção dos médicos para com os pacientes.

O levantamento da Planète d’Entrepreneurs acompanhou a comunidade durante e também depois da atuação do CIES e, após um ano de atendimento foi observado que a organização teve um papel indiscutível na redução da espera, sendo uma ferramenta a ser utilizada pela prefeitura para resolver problemas específicos.

Para ler o estudo completo e saber mais, acesse: http://goo.gl/eHlzV

Perfil da população atendida até dezembro de 2012

https://mail.google.com/mail/u/0/?shva=1#inbox/13e8522d343dc780

· Divisão igual das faixas etárias: 1/3 abaixo de 30, 1/3 entre 30 e 60, 1/3 acima de 60;

· 56% são casados, 12% são viúvos;

· Mais de 50% dos pacientes estudaram até Fundamental, e 10% não são alfabetizados;

· 12% moram sozinhos e por volta de 45% das moradias contam com 2 à 3 pessoas.

· Alto nível de pacientes sem CLT: um total de 43% não têm:

· Somente 1/4 tem;

· 11% das pessoas que trabalham sem CLT deveriam tê-la;

· 32% dos que não têm são desempregados, estudantes ou do lar.

· 46% dos pacientes ganham um salário mínimo ou menos e 25% dos pacientes ganham estritamente menos que um salário mínimo (R$ 678) pelo trabalho ou aposentadoria;

· 30% com menos de 3/4 do salário mínimo em SJC;

· Cerca de 40% do total ganham 1 à 2 vezes o salário mínimo;

· 10% dos pacientes ganham mais de R$ 2.000.

Sobre o SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) foi estabelecido em 1989 para proporcionar aos residentes no Brasil um sistema de saúde gratuito e universal. Atualmente, oferece saúde para 146 milhões de pessoas das 191 milhões do total: somente 23% da população têm um seguro de saúde privado.

É financiado com recursos arrecadados através de impostos e contribuições sociais pagos pela população e compõem os recursos do governo federal, estadual e municipal. Descentralizado, é administrado principalmente pelas prefeituras. Na maioria dos casos, pacientes têm que passar por um clínico geral em uma Unidade básica de saúde (UBS) para serem encaminhados para um especialista.

Sobre o CIES

O Centro de Integração de Educação e Saúde, projeto idealizado pelo médico Roberto Kikawa, possui um método de gestão compartilhada que envolve governo, iniciativa privada e sociedade civil. O atendimento médico é realizado em unidades móveis adaptáveis às diversas situações e localidades: Carreta da Saúde, Van da Saúde e Box da Saúde. Aproximadamente 100 mil pessoas em vinte e oito cidades de cinco estados do Brasil já receberam atendimento pelo CIES desde 2009. Entre os últimos prêmios recebidos estão Prêmio Cidadão Sustentável (2012), Ernst Young Terco (2011) e o Prêmio Empreendedor Social da Folha de S. Paulo e Fundação Schwab (2010). www.projetocies.org.br

Parágrafo Comunicação
Fonte Parágrafo Comunicação 15/05/2013 ás 18h

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