Especial Marcelo Yuka no Estúdio Móvel, da TV Brasil

Fonte Imprensa TV Brasil 06/04/2013 às 13h

TV Brasil vai exibir série de entrevistas exclusivas com o músico, além de outros convidados

 

Na próxima semana, o programa Estúdio Móvel, da TV Brasil, vai exibir uma série de entrevistas inéditas e exclusivas com o músico, poeta e ativista social Marcelo Yuka. Ação e Paz! Essas são as palavras de ordem de Marcelo Yuka, que conta para a apresentadora Liliane Reis boa parte da sua trajetória, que foi parar este ano nos cinemas. Yuka também fala do projeto do novo CD e mostra o quanto aprendeu com a vida e como tenta ensinar na mesma proporção.

No Estúdio Móvel de segunda, dia 8 de abril, às 18h, Marcelo Yuka revela como “a sua alma está armada” e vem conseguindo se superar. “Eu continuo desafiando o mundo. O meu estúdio passou a ser a maneira de eu me expressar porque são poucos os instrumentos que eu posso tocar com uma mão só. E o meu instrumento era a bateria. Eu trabalhava com as pernas também. Eu tive que me reeducar”.

Marcelo Yuka foi fundador do grupo O Rappa, com o qual lançou três álbuns – O Rappa (1994), Rappa Mundi (1996) e Lado B, Lado A (1999). Yuka foi baterista e principal letrista. O grupo ganhou destaque pelas letras fortes e musicalidade diversa. Quando perguntado por Liliane Reis se tem saudade em tocar bateria, o músico responde:

Eu tenho porque não tenho uma autoestima muito grande não. Nunca tive. Não foi uma coisa que a cadeira me deu. Quando eu subia no palco tinha uma coisa que não era eu tocando para o público. Era meio que eu contra o público. E a bateria como é uma coisa mais física, eu expressava muito mais, não numa nota que podia sair do instrumento, mas fisicamente eu empurrava isso”.

Às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz”.

Marcelo Yuka sempre buscou soluções humanizantes para os graves problemas do Brasil. Em uma das entrevistas ao Estúdio Móvel, o músico abre o seu coração sobre a profissão e seus ideais. “Eu entrei na faculdade muito novo, com 16 anos. Fui fazer jornalismo. Eu tinha uma coisa meio‘Donquixoteana’ de querer mudar o mundo, eu achava que ía escrever em um grande jornal sobre a verdade absoluta – se eu tivesse também essa verdade para passar adiante. Mas o jornal utópico que eu procurava, eu achei na canção”.

Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa´Ana é o nome de batismo de Marcelo Yuka, que nasceu em 31 de dezembro de 1965. Yuka passou pela banda KMD-5 antes de O Rappa. E, posteriormente, pelo grupo F.U.R.T.O. Em novembro de 2000 foi baleado ao tentar impedir um assalto e dos três tiros que levou, um deles o deixou paraplégico.

 

Sobre o seu discurso politizado e cheio de esperança, Marcelo Yuka confessa: “A vida vai passando e a gente vai criando outras trajetórias. A gente vai criando sensibilidade para outras coisas. Eu tenho no meu discurso, naturalmente em tudo o que faço, uma certa acidez. Mas porque as questões sociais me sensibilizam. E eu sou fraco para a dor alheia”.

Muito mais no Estúdio Móvel

Outros convidados também estarão no Estúdio Móvel da próxima semana (de 8 a 12 de abril). Na segunda, tem mais atitude e exemplo de sensibilidade. Liliane Reis encontra com o cineasta Ivan Vale Ferreira, que mostra como foi feito o documentário sobre o rapper Sabotage, morto há dez anos.

OColetivo Solos Culturais também está presente no programa com as suas intervenções. Os solistas (como são chamados) do projeto Solos Culturais - realizado pelo Observatório de Favelas – têm a missão de desconstruir os estereótipos criados em torno das favelas mostrando um mapa cultural sobre o território para a cidade.

Já na terça (9), simpatia e sorrisos de Alessandra Colasanti. A carioca pesquisa a linguagem contemporânea, o humor nonsense e hibridismos. Em seu mais recente trabalho nos palcos, ela revela porque o “Teatro é uma mulher”. O Coletivo Cidade Transmídia chega ao Brasil para traçar o mapa criativo da Lapa, Rio de Janeiro. Mostra as cidades pela ótica de personagens fictícios.

Na quarta-feira, dia 10, a apresentadora Liliane Reis, além de Marcelo Yuka, também conversa com a grafiteira Panmela Castro, que possui o “codinome de guerra” Anarkia Boladona e espalha, desde 2006, suas obras autobiográficas pelos muros do Rio de Janeiro. Via skype, Lili Reis fala com o cineasta pernambucanoMarcelo Lordello.

E o grupo Bande de Rua estará presente na quinta (11). Eles se dividem entre o Rio de Janeiro e Pernambuco. Trazem, em seu som, elementos de free jazz, samba e trip rock. O cineasta Luiz Bolognesi, via skype, fala do projeto Cine Tela Brasil e de seus roteiros consagrados, como “Bicho de Sete Cabeças” e “Lutas.doc”, que volta às telas da TV Brasil este mês. O coletivo Filé de Peixe também mostra as suas ações de intervenção urbana na quinta-feira, no Estúdio Móvel.


A sexta-feira (12) é o fino da bossa. Tudo o que rolou de mais bacana nas entrevistas com
Marcelo Yuka e outros convidados. O Estúdio Móvelentra no ar de segunda a sexta, às 18h, na TV Brasil.

Sintonize a TV Brasil:
RJ/TV aberta – canal 2 VHF e 32 UHF (transmissora da zona rural)

Em SP, canal digital 63 UHF
Net - canais 4 (SP), 16 (DF), 18 (RJ e MA)
Sky-Direct TV – canal 116
TVA digital - canal 181 (RJ e SP)
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Imprensa TV Brasil
Fonte Imprensa TV Brasil 06/04/2013 ás 13h

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