Escritoras brasileiras defendem a cultura na abertura dos Jogos

Fonte Ministério da Cultura 15/08/2016 às h

A abertura dos Jogos Rio 2016, ocorrida na noite de 5 de agosto, continua alimentando manifestações positivas de formadores de opinião. No texto Rio, medalha de ouro, publicado na coluna Opinião do jornal O Globo deste sábado (13), a escritora Rosiska Darcy de Oliveira afirma que o Rio de Janeiro "continua sendo essa fonte de criatividade que espelhou a cultura brasileira com impecável fidelidade e refundou uma autoestima que andava perdida em um povo desencontrado". A escritora afirma que não somos uma potência econômica ou militar, "nossa única força, imbatível, é justamente a cultura": "O Brasil é uma potência cultural, o que ignoravam todos os que anunciaram, antes do tempo, só catástrofes e fracassos". Essa potência pôde ser contemplada, defende Rosiska, na cerimônia de abertura.

Já Martha Medeiros, no texto A arte salva – publicado na Revista O Globo deste sábado (14) -, reforça que "a já remota cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio deixou claro que música, dança e teatro não são supérfluos, que precisamos de um Ministério da Cultura forte e valorizado, e que arte também é uma religião". Segundo a escritora, a arte possibilita a comunicação instantânea entre povos que não falam a mesma língua e não têm os mesmos costumes: "A arte acessa em cada um de nós uma emoção que suplanta as mesquinharias triviais e cotidianas. (...) Através da arte, nos aproximamos de outras vivências e combatemos nossos preconceitos. A arte é empática. Elimina fronteiras". A escritora ainda defende o investimento das escolas na cultura e finaliza: "Se religião é crer, eu creio na arte. Ela não promove guerras, intolerância, terrorismo, repressões. Ela apenas retribui nossa crença nela, fazendo com que acreditemos em nós também". 

Ministério da Cultura
Fonte Ministério da Cultura 15/08/2016 ás h

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