Embaixador peruano explica ao Chile caso de espionagem

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O embaixador peruano em Santiago do Chile, Carlos Pareja, conversou hoje com o ministro chileno das Relações Exteriores, Mariano Fernández, para informar a versão oficial do seu país sobre o suposto caso de espionagem realizado pela empresa peruana Business Track (BTR) contra militares chilenos.

Segundo declarou o chanceler chileno, "o governo peruano informou que se trata de atos" anteriores ao mandato do presidente Alan García, que devem ser "investigados e, em caso de comprovação de espionagem, punir severamente os responsáveis".

Na última quinta-feira, a revista peruana Caretas revelou que nos discos rígidos do computador do gerente-geral da empresa BTR, Elías Ponce Feijoó, apreendidos durante algumas investigações, foram encontrados e-mails de quatro oficiais da Força Aérea chilena.

Também são investigadas as escutas ilegais que teriam sido realizadas em 2004. Atualmente, Feijoó é acusado de espionagem contra membros do Partido Aprista Peruano (Apra), que na época já governava o país.

Em entrevista ao jornal chileno La Tercera, Fernández comentou ainda que "é razoável que o governo do Chile receba de boa fé a realização de uma investigação judicial para investigar" o caso.

O chanceler chileno, no entanto, criticou a posição do candidato presidencial local Sebastián Piñera, que no último sábado havia exigido que o governo do país se posicionasse de forma mais "enérgica" em "repúdio" ao caso.

"Não aceito julgamentos impensados, como os expressados pelo candidato Sebastián Piñera. Eu recomendaria a ele ser cuidadoso e preciso nestes assuntos, e não envolver as relações exteriores do Chile na campanha eleitoral", advertiu Fernández.

Ontem, os ministros peruanos da Defesa, Rafael Rey, e das Relações Exteriores, José Antonio García Belaunde, descartaram qualquer participação do Estado na suposta espionagem realizada pela empresa local Business Track.

García Belaunde ainda lamentou que a possibilidade que uma empresa do país possa ter cometido um crime e que este comprometa as relações exteriores do país.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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