Em junho, O intelectual que desafiou as ideas do seu tempo: Max Frisch, ciudadão,

Fonte Eurochannel, Inc. 27/05/2013 às 19h

Ele foi um dos mais duros críticos do regime nazista, a era comunista, o Muro de Berlim e a Guerra do Vietnã. Ele criticou ao país neutro da Europa, a Suíça, e até mesmo, tacitamente, renunciou à sua cidadania... Ele era um cidadão do mundo. O Eurochannel convida vocês testemunhar a diversão e rica vida do famoso escritor suíço, intelectual e pensador Max Frisch, em um documentário revelador: Max Frisch, cidadão. Estreia a Sexta -feira 7 de Junho às 21:00 hrs.

Pela primeira vez, os telespectadores terão a oportunidade de conhecer o trabalho e a vida pessoal deste personagem conhecido por sua perseverança, e por sua crítica a aquilo ele mesmo chamou de "ideologias alienantes".

Usando imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com os personagens principais, o diretor Matthias von Gunten oferece uma impressão profundamente pessoal sobre a história de vida de um dos últimos intelectuais suíços que falou sem medo. Max Frisch, um cidadão, é um verdadeiro trabalho de amor: um projeto exigente que levou ao diretor a seus limites para tentar compreender a natureza de Max Frisch por meio das opiniões de amigos e críticos. O documentário conta com a participação de figuras mundiais como Günter Grass, Helmut Schmidt, Friedrich Dürrenmatt e Henry Kissinger.

O documentário combina pesquisa, paixão e arte em uma comovente história sobre o ativismo social. Mais importante ainda, ele reflete sobre o papel a ser desempenhado pelos intelectuais na sociedade e sobre o silêncio dos os grandes intelectuais da atualidade.

No Mês de Suiza do Eurochannel é apresentado com o apoio de Swiss Films e Presence Suisse.

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Entrevista com Matthias von Gunten (Diretor)

Fotos:

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O que motivou você a fazer um documentário sobre Max Frisch?

Basicamente era a minha afeição por esse escritor, eu gostei dele desde que eu tinha 23 anos. Para mim, foi como descobrir uma obra de arte. Eu gostava de seu discurso e como ele estava interessado na sociedade do seu tempo. A ideia de fazer um filme sobre ele surgiu, provavelmente, dez anos mais tarde, quando eu percebi que na Suíça há muitos problemas sociais e políticos, mas há poucos intelectuais que estão falando sobre a situação atual. Durante o tempo de Max Frisch, era normal que escritores e intelectuais discutissem suas opiniões publicamente.

Depois de fazer o filme, porque você acha que os intelectuais não estão falando agora sobre questões sociais e políticas?

É uma questão muito difícil, que eu não iria responder, porque qualquer coisa que eu dissesse seria estúpida. Existem teorias possíveis sobre o assunto, mas eu não tenho nenhuma ideia clara. Talvez isso acontece quando o mercado entra na literatura e nas artes. Eu acredito que aquilo que é exigido pelo público é cada vez menos interessante para os escritores.

Outra questão é a situação sócio-política do momento. Após a Segunda Guerra Mundial e até o fim da Guerra Fria, havia duas opções-direita e esquerda- e os intelectuais costumavam levar uma dessas posições. Agora temos outro tipo de tensão.

Qual foi a parte mais difícil de fazer o filme?

Havia três coisas. A primeira era obter as pessoas a serem entrevistadas. Eu sabia que o filme precisava de gente tão inteligente como Max Frisch. Se as pessoas tivessem menos peso o documentário poderia parecer fraco. Foi difícil convencer personagens como Henry Kissinger. Trabalhamos por quase um ano para persuadi-lo e ele exigiu algo como US $ 29.000. Finalmente não tivemos que pagar todo isso.

O próximo desafio foi encontrar uma linguagem visual para apresentar textos de Frisch sem obscurecê-los e, ao mesmo tempo, dar a sensação de que você está assistindo a um filme. Demoramos quase três meses para encontrar uma maneira de usar o material. A terceira coisa mais difícil foi saber que partes dos textos selecionados usarem.

Como foi recebido o filme na Suíça?

A resposta do público foi muito boa. Na verdade aqui nós temos a oportunidade de assistir documentários nos cinemas, isso faz que haja uma boa aceitação. Tivemos muitos comentários agradáveis ​​nos jornais, e uma boa reação ao que estava acontecendo com os intelectuais. Na verdade, um jornal começou uma série que deu uma página aberta para revitalizar discussões intelectuais e debates. Infelizmente, o projeto não teve continuidade. É algo que não pode ser forçado.

Precisamente quão fácil ou difícil é fazer documentários na Suíça?

A Suíça é conhecida por ser muito forte em documentários, por isso temos muito boas condições de financiamento. Nós fazemos um monte de documentários cada ano que circulam em vários festivais internacionais. Nós somos mais fortes em documentários do que em filmes, uma situação que tem duas bordas. A parte boa é que os documentários têm um grande reconhecimento. A não tão boa é que, como há tantas pessoas com o objetivo de fazê-los, a concorrência para o financiamento é muito difícil.

Quais seus planos para o futuro?

Estou trabalhando em um grande documentário. Trata-se de dois cantos opostos do mundo: o primeiro, um assentamento humano situado ao norte do planeta, Thule, na Groenlândia. O segundo, uma pequena ilha no Pacífico perto do equador chamada Tuvalu. Isto é como em duas partes opostas do mundo com dois ambientes totalmente diferentes, os seres humanos tiveram que mudaram seu estilo de vida devido às alterações climáticas. Não é um filme de clima é sobre pessoas ligadas através da mesma história.

Informação geral:

Elenco: Peter Bichsel, Max Frisch, Günter Grass
Diretor Matthias von Gunten
País: Suíça
Ano: 2008
Título original: Max Frisch, citoyen

Sinopse:

Max Frisch foi o último grande intelectual suíço amplamente respeitado como "voz pública". O filme conta a história de Frisch como testemunha do século XX, pergunta-se se ainda são necessárias essas "vozes" e se é possível prescindir delas.

Eurochannel, Inc.
Fonte Eurochannel, Inc. 27/05/2013 ás 19h

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