Eletrobras assina acordo com ONG presidida por Arnold Schwarzenegger

Fonte Eletrobras 27/04/2013 às 9h

Eletrobras assina acordo com ONG presidida por Arnold Schwarzenegger

A Eletrobras assinou um memorando de entendimento com a ONG Regions of Climate Action (R20), presidida pelo ex-governador da Califórnia, o ator Arnold Schwarzenegger. O acordo foi assinado nesta quinta-feira (25) na sede da Fundação Dom Cabral, no Rio, em evento que contou com a presença do presidente em exercício da Eletrobras, Miguel Colasuonno, e do diretor de Distribuição da companhia, Marcos Aurélio Madureira.

“A Eletrobras, sendo uma das maiores empresas de energia renovável do mundo, continuará investindo em projetos que permitam a ampliação da presença na matriz energética brasileira das diversas fontes que atendem aos critérios de eficiência e sustentabilidade. Esse memorando aprofunda iniciativas conjuntas que a R20 já possui com o GSEP (Global Sustainable Electricity Partnership), que reúne as maiores empresas de energia renovável do mundo, incluindo a Eletrobras. Temos muito orgulho disso”, afirmou Colasuonno, segundo nota divulgada pela empresa.

O objetivo do memorando, segundo a Eletrobras, é estabelecer parcerias e troca de experiências entre a Eletrobras e a R20 para desenvolver projetos de eficiência energética e uso de fontes renováveis de energia, em três áreas: desenvolvimento de projetos para atuar na geração de energia junto ao projeto-piloto de smart grid desenvolvido em Parintins (AM), elaboração de projetos de uso de tecnologia LED na iluminação pública de cidades brasileiras e prospecção de projetos de geração de energia a partir de biogás, no Brasil e na América do Sul.

“Admiramos o que o Brasil está fazendo em energias renováveis e para redução de emissão de CO2. O Brasil tem grandes ideias, que o mundo deveria imitar”, afirmou Schwarzenegger, ainda de acordo com a nota da Eletrobras. Fundada em 2010, por Schwarzenegger, então governador da Califórnia, em associação com líderes globais e em cooperação com as Nações Unidas, a R20 tem por missão “ajudar estados, províncias, regiões e outros governos subnacionais em todo o mundo a desenvolver, implementar e comunicar projetos de desenvolvimento econômico de baixo carbono e resistência climática, políticas e melhores práticas”.

Já o Projeto Parintins, que a Eletrobras realiza com a Eletrobras Amazonas Energia em Parintins (AM), é desenvolvido no município homônimo (a 369 quilômetros de Manaus) desde 2010. A ação recebe recursos das seis distribuidoras de energia da Eletrobras, por meio do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Eficiência Energética regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com a empresa, a iniciativa prevê o uso de tecnologias avançadas de smart grid, ou seja, redes inteligentes para a automação do sistema de distribuição de energia elétrica na medição e monitoramento do consumo, que, desta forma, dispensa a utilização de leituristas, para aferir o consumo das residências, e de operadores, para realização de algumas intervenções nas redes elétricas.

Até junho, o Projeto Parintins já terá instalado todos os 3.500 medidores inteligentes. Esses equipamentos irão possibilitar ao consumidor acompanhar e calcular seu consumo de energia elétrica, além de monitorar sua conta via internet.

O projeto também fará a instalação de painéis fotovoltaicos (energia solar) nos telhados de várias residências de Parintins, iniciativa que deve alterar o papel do consumidor comum que poderá gerar energia para o sistema de distribuição da concessionária.

Segundo o acordo, a Eletrobras e a R20 estudarão a possibilidade de ampliar essa iniciativa, trocando boa parte da energia, hoje gerada por óleo diesel, por fontes renováveis, como solar, eólica, biogás e biodiesel. Além disso, será estimulado o uso eficiente de energia elétrica nos prédios públicos do município, incluindo iluminação e geração com painéis solares.

No caso da iluminação pública utilizando a tecnologia LED, o objetivo é investigar a aplicabilidade da substituição da iluminação convencional pela nova tecnologia nos municípios brasileiros, além de estimular a produção acadêmica sobre eficiência energética na área. De acordo com a Eletrobras, estima-se que a economia de energia com a troca seja da ordem de 80%, além da redução de custos com substituição e manutenção de equipamentos como lâmpadas, relés e luminárias.

O uso biogás para geração de energia elétrica terá como base a experiência de Itaipu com a geração utilizando o biogás produzido em pequenas propriedades rurais na região da usina. A metodologia já serviu de modelo para projeto-piloto na cidade de San Jose, no Uruguai, coordenado pela Global Sustainable Electricity Partnership (GSEP). O objetivo é ampliar esse projeto-piloto para várias cidades brasileiras e também para a América do Sul.

Eletrobras
Fonte Eletrobras 27/04/2013 ás 9h

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