Doenças cardíacas em crianças

Fonte Imagem Corporativa 20/05/2013 às 13h

Apesar de raros as cardiopatias afetam bebês recém-nascidos e são a principal causa de morte súbita em atletas jovens

Muitos acham que as doenças cardíacas atingem exclusivamente os adultos e principalmente idosos. Porém, as crianças também estão sujeitas a distúrbios cardíacos e enfermidades envolvendo o coração. De acordo com o cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, em Brasília, Dr. Wing Carvalho Lima, o desenvolvimento de doenças cardíacas em crianças é raro, mas deve ser diagnosticado e tratado com antecedência para não limitar a vida dos pacientes.

As cardiopatias podem ser classificadas em duas modalidades, as congênitas, quando a criança já nasce com a doença advinda de uma má formação do coração, ou as de causas genéticas decorrentes do histórico familiar. Em bebês recém-nascidos estas enfermidades, geralmente, podem ser diagnosticadas nos primeiros dias de vida com análise clínica do pediatra. “Os bebês que nascem com alterações cardíacas mais graves apresentam dificuldade ao mamar, falta de ar e uma coloração roxa da pele, devido à má circulação do sangue”, afirma o cardiologista. De acordo com o especialista, as cardiopatias congênitas afetam os bebês-recém nascidos e crianças pequenas. O diagnóstico é feito através da observação do pediatra, da ausculta de sopro cardíaco e, em alguns casos, com exames complementares simples como eletrocardiograma e ecocardiograma.

Nos casos de cardiomiopatia em jovens, a miocardiopatia hipertrófica é uma das principais doenças cardíacas. Causada por uma tendência genética, a triagem diagnóstica pode ser realizada baseada na avaliação do histórico familiar e do exame clínico. A criança pode crescer sem manifestação da doença, mas na adolescência e juventude a enfermidade começa a dar sinais: cansaço, falta de ar, dificuldade em realizar atividades físicas e até mesmo desmaios. “A miocardiopatia hipertrófica é uma das principais causas de morte súbita em atletas jovens. Por não saber que tem a doença, os mais novos forçam muito o coração causando um dano que pode ser irreparável”, relata o cardiologista.

As cardiopatias congênitas atingem 5 crianças a cada 100 nascidos-vivos. Segundo Lima, é imprescindível o acompanhamento e observação dos pais para o diagnóstico destas doenças. "Crianças e adolescentes que apresentam cansaço desproporcional, falta de ar, tonturas e desmaios, devem ser encaminhados para avaliação médica”, alerta.

Em relação às cardiopatias adquiridas, os hábitos alimentares das crianças estão diretamente ligados à prevenção das doenças relacionadas ao coração quando estas atingem a vida adulta. O diagnóstico precoce, a avaliação do histórico familiar e a análise dos sintomas são fundamentais para garantir a qualidade de vida e a saúde dos jovens.

Imagem Corporativa
Fonte Imagem Corporativa 20/05/2013 ás 13h

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