Diretora lança proposta de gestão unificada para redes de biodiversidade

Fonte Ascom do MCTI 08/05/2013 às 9h
O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, empossou nesta terça-feira (7) os membros do conselho diretor da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Bionorte) para o mandato de 2013 a 2015. No futuro, porém, a instância pode se integrar a organismos semelhantes de outras redes da pasta, para facilitar a gestão e a interação.

 

“As coordenações de Ecossistemas e Biotecnologia do MCTI têm várias redes de pesquisa, todas elas com conselhos e normas próprias”, explicou a diretora de Políticas e Programas Temáticos da pasta, Mercedes Bustamante. “Fizemos um levantamento e percebemos que, ao juntar todos os conselhos diretores e comitês científicos, estamos lidando com mais de 100 membros diferentes.”

Para Mercedes, a unificação das instâncias gestoras traria vantagens como a simplificação do calendário de reuniões e a economia de gastos com passagens e diárias. “Essa estrutura muito pulverizada dificulta também que tenhamos uma visão mais abrangente da atuação das redes e dos programas de biodiversidade e biotecnologia do ministério”, argumentou.

A diretora acrescentou que a atual separação dos conselhos compromete a interação entre os grupos de pesquisa. “Só para citar um exemplo, a rede Pró-Centro-Oeste desenvolve o projeto Inovatoxin, que trabalha com toxinas animais, uma linha muito próxima ao que faz a Fiocruz Rondônia, da Bionorte”, ponderou Mercedes. “Quem está na gestão começa a se questionar: por que grupos com abordagens tão próximas não conversam entre si?”

Pela proposta de unificação, cada rede manteria seu comitê científico, que reportaria ao conselho diretor geral. No modelo atual, esses órgãos de assessoramento são compostos por pesquisadores das unidades da Federação participantes.

Renovação

Criada em dezembro de 2008, a Bionorte integra governo, setor empresarial e instituições de ensino e pesquisa dos noves estados da Amazônia Legal. O conselho diretor é presidido por Carlos Nobre e tem representantes dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Integração Nacional (MI), dos conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) e do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-graduação das Instituições de Ensino Superior da Região Norte (Foprop).

Neste novo mandato, as instituições de ensino e pesquisa têm conselheiros oriundos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCTI), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/Mapa) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/MS). O setor empresarial dispõe de membros das federações das indústrias do Amazonas (Fieam), do Acre (Fieac) e do Maranhão (Fiema). Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) completam a instância.

Na reunião de hoje, o secretário Nobre avaliou que a rede de biodiversidade e biotecnologia deve ganhar ainda mais escala com o momento político do país.

 

 

Ascom do MCTI
Fonte Ascom do MCTI 08/05/2013 ás 9h

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