Deputados argentinos manifestam repúdio a golpe de Estado em Honduras

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na última quarta-feira um projeto que expressa o "mais enérgico repúdio" ao golpe de Estado em Honduras, que retirou do poder o presidente Manuel Zelaya no último dia 28 de junho.

"Estamos trabalhando na região para afiançar o sistema democrático", disse o governista Ruperto Godoy, ao apresentar a medida, que recebeu total apoio.

Godoy também destacou "a atitude adotada por órgãos internacionais, como as Nações Unidas, a União Europeia, o Mercosul e a Unasul (União das Nações Sul-Americanas)", que se expressaram contra o golpe e recordou a "rejeição" do governo da presidente argentina, Cristina Kirchner.

Em um pronunciamento, os parlamentares expressaram sua "preocupação pela crise política que afeta a República de Honduras" e apoiaram as gestões da Chancelaria "pelo estabelecimento da ordem democrática".

Os deputados destacaram ainda apoio aos países e organizações que não reconheceram e "não econhecerão nenhum governo que surja desta ruptura inconstitucional".

Pedro Azcoiti, do oposicionista União Cívica Radical (UCR), ratificou a luta de seu partido "pela liberdade e pela democracia, não apenas na Argentina, mas em toda a América Latina".

"Um golpe de Estado, uma tentativa de golpe de Estado em qualquer outro país deve nos atingir como se fosse em nossa própria Argentina", enfatizou.

Desde que Zelaya foi destituído, diversas nações manifestaram seu apoio ao mandatário. Ontem, a OEA acordou o envio de uma missão de chanceleres ao país na tentativa de conseguir resolver a crise política no país.

Segundo anunciou o secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, esta decisão "não é uma mudança, mas uma continuação" da mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

Arias foi aceito como mediador do conflito, contudo, um acordo apresentado por ele não foi aceito pelas partes envolvidas. O governo de facto, liderado por Roberto Micheletti, não permite a volta de Zelaya na condição de presidente, o que é considerado imprescindível para a solução do conflito.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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