Debates sobre sáude Pública no Brasil e importância da fé na saúde abrem o 1º Forum de Sáude e Bem-estar

Fonte CDI Comunicação 26/05/2012 às 20h
Destacando os avanços na saúde pública do Brasil nos últimos anos, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, abriu os debates na primeira edição do FÓRUM DE SAÚDE E BEM-ESTAR, evento do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais que reúne os mais destacados profissionais do setor e acontece esse fim de semana em Campinas, São Paulo.

Aproveitando o tema do evento, Relação entre o Bem-Estar e a Medicina Preventiva, Padilha ressaltou as conquistas recentes do Brasil e o papel de destaque que o País assumiu no que diz respeito a políticas públicas de saúde.

“O Brasil assumiu um desafio que nenhum outro país do mundo ousou assumir, que é garantir um sistema universal, público, gratuito e, sobretudo, de qualidade para 100 milhões de pessoas”, destacou o ministro.

Avanços e preocupações

Padilha apresentou dados do ministério da Saúde que apontam alguns pontos de preocupação para os brasileiros nos próximos anos. Quase metade (48,5%) da população está acima do peso, um quarto é hipertensa e o Brasil está diante de uma “epidemia de crack”. “Somos o quinto país com mais mortes relacionadas ao trânsito”, observou. Isso implica em que praticamente um terço dos atendimentos em prontos-socorros sejam decorrentes de acidentes de trânsito, e em ainda mais gastos para o sistema de saúde.

Outro ponto destacado foi o fortalecimento da indústria nacional de medicamentos, tanto genéricos como de pesquisa. “Fizemos uma pesquisa e identificamos que 84% da população já reconhece a qualidade, eficácia e segurança dos genéricos”, declarou, sem deixar de salientar que o próximo passo são os medicamentos biológicos. “Já temos dois grandes grupos de empresas nacionais dando os primeiros passos nessa área”, completou.

Importância da fé na saúde e humanização do tratamento

Presidente do LIDE SAÚDE e do Hospital Albert Einstein, o médico Cláudio Lottenberg estimulou a discussão sobre a importância da fé para a saúde e bem-estar e tocou em pontos polêmicos. “Fé não necessariamente envolve religião, apesar dessa relação ser a mais comum”, explicou, usando como exemplo o “efeito placebo”, comprovado por mais de 50 mil estudos pelo mundo.

“É fundamental que o tratamento seja mais humanizado, e é nossa responsabilidade, como médicos, oferecer esse diferencial a todos os pacientes”, defendeu. Lottenberg ainda destacou que uma pesquisa mostrou que os custos do tratamento de pacientes terminais que tiveram suporte espiritual adequado foram quase 50% menores do que em pacientes de situação semelhante sem tal suporte. Segundo ele, é preciso quebrar o preconceito de associar fé ao tratamento médico. “Estamos aqui hoje dando um importante passo nesse sentido”, afirmou.

SOBRE O LIDE - Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais possui oito anos de atuação. Atualmente tem 922 empresas filiadas (com os braços regionais e internacionais), que representam 47% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.

CDI Comunicação
Fonte CDI Comunicação 26/05/2012 ás 20h

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