Daqui a quarto décadas os veículos serão 80% menos poluentes

Fonte Evaldo Costa - Verdesobrerodas 28/03/2013 às 18h
 

Boa parte do mundo se comprometeu a reduzir pela metade as emissões de gases de efeito estufa e o consumo de petróleo no setor de transportes até 2050. A economia aquecida dos países em desenvolvimento e o número cada vez maior de carros circulando nas metrópoles parecem tornar essa meta, assumida em reuniões das Nações Unidas, praticamente impossível. Contudo, pelo menos nos Estados Unidos — o segundo maior produtor de CO2 do mundo, atrás da China —, o objetivo pode ser até mesmo superado. Um relatório do Conselho Nacional de Pesquisa do país mostrou que, daqui a quatro décadas, os veículos serão 80% menos poluentes do que agora.
O caminho até lá, porém, não será nada fácil. 
A boa notícia, de acordo com o estudo, é que o feito independe da fonte energética alternativa que vai colocar os motores em funcionamento — seja biocombustível, eletricidade ou hidrogênio. O importante é o design mais eficiente dos veículos, aliado a políticas governamentais que incentivem a escolha inteligente dos consumidores. Apesar de reconhecer que atingir as metas de cortes de CO2 e outros gases é difícil, os autores do relatório afirmam que a tecnologia vai garantir que elas sejam bem-sucedidas.
Não se pode perder mais tempo, contudo. “Para atingir os objetivos de 2050, as fontes alternativas ao petróleo devem ficar disponíveis o mais rápido possível e precisam ter um bom custo-benefício.
Essa transição será cara no princípio e vai requerer muitas décadas. Pelo modelo que fizemos, será mais custoso do que a indústria espera”, diz Douglas Chapin, presidente do comitê que elaborou o relatório. De tudo que pode ser feito para alcançar as metas, melhorar a eficiência dos carros é, até agora, a ação mais econômica e fácil de se implementar. Segundo o relatório, a medida vai economizar combustível e diminuir a quantidade de emissões. Para tanto, os veículos precisam ficar mais leves e ter resistência aerodinâmica aprimorada, entre outras adaptações. 
Somente remodelar os carros não é o suficiente, alerta o relatório. Para chegar à meta da ONU, a economia de combustível média de todos os veículos da frota americana tem de exceder 1,3 litro por quilômetro rodado, o que, no cenário de hoje, seria altamente improvável.
Por isso, os autores lembram que, além do design, é necessário investir em veículos elétricos híbridos, baterias elétricas, células elétricas de hidrogênio e gás natural comprimido. Algumas dessas tecnologias já existem ou estão para serem implementadas por montadoras como Toyota, Chevrolet, Nissan, Mercedes e Honda.
“Apesar da redução nos custos com abastecimento, principalmente no caso de veículos abastecidos por gás natural ou eletricidade, o preço inicial dos carros será alto, o que poderá ser uma barreira significativa para popularizar sua aceitação pelo mundo”, diz o relatório.
“Todos esses veículos são e continuarão a ser dezenas de dólares mais caros que os convencionais”, alerta o documento. Além disso, particularmente no início, acredita-se que alguns dos combustíveis alternativos não serão fáceis de achar, enquanto outros, devido à necessidade de estocar energia, poderão reduzir a capacidade de passageiros por carro. “A aceitação em larga escala é, contudo, essencial. Para atingirmos as metas, uma grande quantidade de veículos alternativos deverão ser comprados muito antes de 2050”,diz Douglas Chapin.
Evaldo Costa - Verdesobrerodas
Fonte Evaldo Costa - Verdesobrerodas 28/03/2013 ás 18h

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Daqui a quarto décadas os veículos serão 80% menos poluentes