Da estética à reconstrutiva, cirurgia plástica ocular cada vez menos invasiva

Fonte ATF Comunicação Empresarial 03/03/2013 às 20h

Brasília, março de 2013 – As incisões nas cirurgias plásticas oculares estão cada vez menores e deixam menos sinais ou cicatrizes no período pós-cirúrgico. Seja para o tratamento de um calázio, retirada do excesso de gordura na região palpebral, ou a retirada de um tumor, segundo o especialista em cirurgia plástica ocular do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), o oftalmologista Rodrigo Durães, “as técnicas avançaram ao ponto de procedimentos, que antes exigiam incisões pela cabeça ou pela face, serem feitas com incisões mínimas no canto dos olhos”.


Durães lembra que o impulso deu-se nos últimos anos a partir da assimilação de técnicas e tecnologias disponíveis. “Passamos a utilizar o laser em cirurgias estéticas e a contar com a sintetização (reprodução em laboratório) de substâncias naturais para amenizar sinais da idade e reduzir disfunções”, explica.


Localizado - Entre as diversas cirurgias plásticas oculares, o especialista do HOB destaca a blefaroplastia, as reconstrutivas, que tratam de problemas que acometem tanto a pele quanto a parte interior dos olhos, a aplicação de ácido hialurônico e a desobstrução das vias lacrimais. A reconstrução nessas áreas é importante tanto sob o aspecto estético quanto funcional da saúde ocular.


Blefaroplastia – Conhecido como o procedimento cirúrgico facial mais utilizado no mundo, a blefaroplastia é a solução para a blefarocalaze, perda da elasticidade e formação de pele em excesso, bem como bolsas de gordura nas pálpebras. A técnica é utilizada tanto nas pálpebras superiores quanto nas inferiores.


A blefaroplastia é rápida e eficiente, comenta Durães ao descrever o procedimento. “Marca-se com caneta a área de pele excedente e aplica-se a anestesia local. Em seguida, é realizada a incisão, retirada a pele excessiva e as bolsas de gordura são esculpidas. Os pontos da cirurgia são removidos do quarto ao sétimo dia após a cirurgia”, assinala. Quando a cirurgia é realizada visando a retirada de bolsas de gordura nas pálpebras inferiores, as que expressam cansaço, a técnica da blefaroplastia transconjuntival é a mais indicada, explica o especialista do HOB. Ele completa que essa técnica permite que o especialista retire as bolsas sem cortar a pele, devolvendo à pálpebra inferior uma superfície mais lisa.


Este excesso de pele é evidenciado a partir dos 40 anos de idade, mas a faixa etária não é a única causa da blefarocalaze. “O fumo, o sol em excesso, a hereditariedade e os edemas (olheiras) recorrentes também provocam a perda de elasticidade nas pálpebras”, explica o médico do HOB.


Olheiras – Utilizado nos procedimentos estéticos para rejuvenescimento facial, o ácido hialurônico aplica-se também ao tratamento das olheiras profundas e recorrentes. As olheiras são o aspecto criado pela concentração anormal de vasos sanguíneos ou melanina sob a pálpebra inferior, o que resulta num tom escurecido abaixo da região ocular.


A substância desenvolvida em laboratório assemelha-se a um componente produzido pelo corpo humano que vai se escasseando com o passar dos anos. “O ácido hialurônico é uma substância produzida pelo organismo humano com a função de fornecer elasticidade a pele, ajudar na lubrificação das articulações, além de estar presente na estrutura ocular”, esclarece o médico.

Reconstrutivas - O oftalmologista explica que as cirurgias reconstrutivas aplicam-se aos pacientes que sofrem com patologias como o pterígio, o crescimento de tecido da conjuntiva até a córnea, comum entre pessoas que vivem em localidades com muita incidência de sol. Também o ectrópio, que deixa a parte interna da pálpebra visível, o entrópio, que faz o movimento contrário da pálpebra virando-a para dentro e os tumores palpebrais benignos, como o calázio e os malignos que acometem tanto a pele quanto o interior do olho, são casos que exigem procedimentos cirúrgicos reconstrutivos.


Há também as cirurgias reconstrutivas demandadas por pacientes que sofreram traumas na região ocular. Há pessoas que sofrem acidentes de carro ou envolvem-se em agressões físicas que levam a traumas intensos na região ocular. Em situações como essas, atualmente, uma microincisão, no canto do olho, já permite que todo o tratamento seja feito, descreve o médico.

Anteriormente, esse procedimento exigia uma cirurgia com incisões pela cabeça ou face, relata.


Obstrução – As vias lacrimais também são áreas de atenção do cirurgião plástico ocular, assinala Durães. Obstruções nessas vias impedem a passagem das lágrimas para o canal nasolacrimal. A causa dessa irregularidade pode dar-se por um processo inflamatório, congênito ou até mesmo falta de higiene. “O paciente apresenta um lacrimejamento constante, quando o canal lacrimal fica muito tempo obstruído, o que pode levar a uma inflamação ou infecção, pois a lágrima permanece retida por períodos longos e acumula microorganismos. Nesse caso, o local da inflamação – canto interno e inferior do olho, próximo à base do nariz – fica vermelho, inchado e dolorido.

Em alguns casos há presença de secreção purulenta no canal lacrimal”, alerta Durães.

 

ATF Comunicação Empresarial
Fonte ATF Comunicação Empresarial 03/03/2013 ás 20h

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