Cristovam critica falta de solidez na política econômica brasileira

Fonte Agência Senado 28/02/2013 às 20h

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) criticou nesta quinta-feira (28) o governo federal por não pensar a economia em longo prazo. Para Cristóvão, a diferença fundamental entre o mercado internacional e o Brasil é que os outros países conseguem realizar projetos econômicos de longo prazo.

- O investidor estrangeiro não olha o imediato de que a venda de automóvel aumentou, ele olha o longo prazo: se aumentou por causa da eficiência ou por causa da isenção fiscal, como estão as estradas – disse.

O senador citou algumas medidas de curtíssimo prazo adotadas pelo governo federal para satisfazer o imediato, mas que vão trazer um preço altíssimo no futuro, entre elas a redução da tarifa de energia elétrica.

- As gerações futuras talvez tenham que pagar um alto preço, porque nós, em vez de investirmos em fontes alternativas de energia, estamos insistindo na velha forma de produzir energia elétrica – afirmou.

Cristovam disse que a quantidade de pacotes econômicos lançados pelo governo comprova que o Brasil não tem solidez em sua economia, o que prejudica os investimentos externos no país. Para Cristovam, países como México, Colômbia, Peru e Chile, apesar de menores, atraem mais capital do que o Brasil porque transmitem mais confiança.

- Eles passam mais confiança porque a política fiscal foi resolvida, porque a política cambial não precisa de intervenções diárias, não trabalha com um câmbio que é quase fixo – ressaltou.

O senador ainda criticou a presidente Dilma por não escutar as críticas e alertas e frisou que a economia do país, que já não está bem, poderá piorar. Cristovam acredita que a presidente deveria dialogar com especialistas da área.

- Nada destrói mais um governo do que a combinação da arrogância com a bajulação e a auto-bajulação, ou seja, quando você passa a acreditar que as coisas estão tão bem que não procura corrigir o andamento. Isso é um sinal claro de desastre mais adiante – alertou.

Agência Senado

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) criticou nesta quinta-feira (28) o governo federal por não pensar a economia em longo prazo. Para Cristóvão, a diferença fundamental entre o mercado internacional e o Brasil é que os outros países conseguem realizar projetos econômicos de longo prazo.

- O investidor estrangeiro não olha o imediato de que a venda de automóvel aumentou, ele olha o longo prazo: se aumentou por causa da eficiência ou por causa da isenção fiscal, como estão as estradas – disse.

O senador citou algumas medidas de curtíssimo prazo adotadas pelo governo federal para satisfazer o imediato, mas que vão trazer um preço altíssimo no futuro, entre elas a redução da tarifa de energia elétrica.

- As gerações futuras talvez tenham que pagar um alto preço, porque nós, em vez de investirmos em fontes alternativas de energia, estamos insistindo na velha forma de produzir energia elétrica – afirmou.

Cristovam disse que a quantidade de pacotes econômicos lançados pelo governo comprova que o Brasil não tem solidez em sua economia, o que prejudica os investimentos externos no país. Para Cristovam, países como México, Colômbia, Peru e Chile, apesar de menores, atraem mais capital do que o Brasil porque transmitem mais confiança.

- Eles passam mais confiança porque a política fiscal foi resolvida, porque a política cambial não precisa de intervenções diárias, não trabalha com um câmbio que é quase fixo – ressaltou.

O senador ainda criticou a presidente Dilma por não escutar as críticas e alertas e frisou que a economia do país, que já não está bem, poderá piorar. Cristovam acredita que a presidente deveria dialogar com especialistas da área.

- Nada destrói mais um governo do que a combinação da arrogância com a bajulação e a auto-bajulação, ou seja, quando você passa a acreditar que as coisas estão tão bem que não procura corrigir o andamento. Isso é um sinal claro de desastre mais adiante – alertou.

 

Agência Senado
Fonte Agência Senado 28/02/2013 ás 20h

Compartilhe

Cristovam critica falta de solidez na política econômica brasileira