Cristina Kirchner propõe reunião para discutir instalação de bases dos EUA na Colômbia

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, propôs hoje que a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) faça uma reunião em Buenos Aires com o mandatário colombiano, Álvaro Uribe, para discutir o acordo militar com os Estados Unidos.

A ideia, apresentada durante a Cúpula de chefes de Estado e de Governo da Unasul, realizada hoje no Equador, recebeu o apoio do presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

Segundo Lugo, a Unasul "é o espaço, o lugar, onde podíamos embaralhar e redistribuir todas as cartas".

Há algumas semanas, a Colômbia anunciou que estava estudando um acordo com os Estados Unidos que, se aprovado, permitirá o envio de um contingente de até 1.400 norte-americanos (entre militares e civis) a sete bases locais.

De acordo Bogotá, o tratado com Washington é parte da cooperação bilateral na luta contra o terrorismo e o tráfico de drogas.

Alguns países sul-americanos, no entanto, demonstraram desaprovação e preocupação pelas manobras militares. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, alertou há alguns dias que a instalação das bases poderia gerar uma guerra na região, o que reiterou hoje ao chegar ao encontro dos líderes.

Em Quito, o presidente da Bolívia, Evo Morales, advertiu que é necessário evitar a presença de estrangeiros na Colômbia e também pediu uma reunião de emergência para discutir o assunto.

"Temos a obrigação de salvar o povo colombiano dos militares norte-americanos", pontuou Morales, defendendo que isto é "muito grave".

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou aberta a possibilidade de uma cúpula extraordinária discutir o acordo militar após o dia 24 de agosto, quando será realizada a reunião dos ministros da Defesa e das Relações Exteriores.

O mandatário brasileiro também propôs que a Unasul convoque o diálogo com os Estados Unidos para discutir suas relações com a região.

Na última semana, o mandatário colombiano, Álvaro Uribe, fez um giro por sete países sul-americanos para explicar o tratado com Washington. Contudo, ele decidiu não ir à reunião da Unasul para evitar ataques.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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