Crescimento do setor de Petróleo e Gás é tema do Debate FINEP

Fonte Ascom - FINEP 24/03/2013 às 18h

 

 

André Zenicola (FINEP), Elias Ramos e Carlos Camerini, superintendentes, respectivamente, da ANP e da ONIP

O setor de Petróleo e Gás da indústria brasileira cresce rapidamente. Sabendo disso, o caminho natural a ser seguido pelas grandes organizações da área é o desenvolvimento de tecnologias e a expansão do mercado. Este foi o tema do Debate FINEP, que aconteceu na quinta-feira, 21/03, no Espaço FINEP.

Sobre os investimentos em pesquisa e desenvolvimento no setor petrolífero, quem primeiro expôs o atual contexto foi o superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Elias Ramos de Souza. Ele apresentou as estratégias de ação da Agência em P&D e Inovação, trinca que considera fundamental. De acordo com Elias, existem alguns parâmetros e um traçado que norteia os planos de desenvolvimento da ANP para a exploração e produção de petróleo: a construção de infraestrutura laboratorial.

“O grande desafio da Inovação é a aprendizagem. Temos que ter o compromisso com a capacitação”, afirma ele, que defende o Programa de Recursos Humanos da empresa como essencial.

O superintendente da Agência também revelou estimativas que mostram o aumento de recursos que serão destinados à área, progressivamente. De acordo com os dados da ANP, o valor acumulado que será revertido em investimentos para P,D&I pode chegar a R$ 20 bilhões, o que mostra a capacidade econômica do setor de recursos naturais de petróleo e gás. Ramos citou a FINEP como parceira imprescindível da ANP para o fomento da tecnologia.

Já nas palavras de Carlos Camerini, superintendente da ONIP (Organização Nacional da Indústria do Petróleo), “mais importante do que a produção do petróleo é o crescimento da reserva no país. Portanto, tudo o que discutimos aqui tem futuro”, disse, considerando a valorização e a estruturação em torno do produto num período de longo prazo. Camerini fez uma apresentação expositiva do PLATEC, o Programa de Plataformas Tecnológicas para a Indústria de Petróleo e Gás, que busca atender às demandas da inovação tecnológica na Indústria Naval e de Petróleo e Gás. Foram definidos detalhes da metodologia de atuação e algumas estratégias de aplicação da tecnologia no plano de mercado.

Elias Ramos assegurou ainda que os investimentos em tecnologia genuinamente brasileira para produtos e serviços são importantes, e que é papel dos órgãos de governo priorizar o crescimento interno. “O ponto de vista do poder público é o de forçar a barra para alavancar o conteúdo local”, completou, com base na legislação que obriga as empresas do setor a investirem em tecnologia.

Para o analista do Departamento de Petróleo, Gás e Indústria Naval da FINEP, André Zenicola, mediador do debate, “o que se pode fazer é avaliar o quanto de valor tecnológico o conteúdo local deixa como legado”.

Ao tratar das dificuldades dos processos enfrentados pelas organizações para fazer crescer áreas do setor petrolífero e confirmarem suas posições de inovadoras e referências em tecnologia, Carlos Camerini explicou que “o espírito de competição e o fator de mercado precisam ser levados em conta", finalizou.

Ascom - FINEP
Fonte Ascom - FINEP 24/03/2013 ás 18h

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