Correa defende diálogo aberto e pede doutrina uniforme

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O presidente equatoriano, Rafael Correa, que exerce a presidência de turno da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), ratificou o pedido da mandatária argentina, Cristina Kirchner, de se fixar "uma doutrina uniforme" sobre acordos que permitam a presença extra-regional.

"Esta reunião não estava prevista, mas o tema é de muita transcendência", disse Correa, que ratificou que a principal pauta do encontro será o acordo militar entre Estados Unidos e Colômbia, que é repudiado por Venezuela, Equador e Bolívia.

Correa enfatizou ainda a intenção de tratar o "tema de forma fraterna", pois, "sempre existiram conflitos, mas esta é a primeira vez que um conflito é originado pela presença de bases estrangeiras". "Acredito que esta reunião vai marcar a história".

Cristina Kirchner propôs, ao abrir o evento, que durante a reunião se estabeleça uma doutrina uniforme sobre a questão. "Hoje vamos tratar o tema das bases na República de Colômbia. Amanhã, outros países podem querer fazer o mesmo", ressaltou.

A mandatária argentina ratificou ainda que a América do Sul é uma região de paz e deve ser preservada assim.

O colombiano Álvaro Uribe, por sua vez, o terceiro a discursar, disse que não irá abdicar de sua soberania e defendeu o tratado firmado com os Estados Unidos, esclarecendo que este país dá um apoio "prático" e "efetivo" na luta contra "o narcotráfico e o terrorismo". Ao mesmo tempo, afirmou que outros países se limitam a expressar "sua solidariedade".

"Estamos dispostos a examinar com vocês" os acordos que a Colômbia já firmou, "durante a reunião do dia de hoje", disse Uribe, que voltou a declarar que este novo convênio visa unicamente o combate ao narcotráfico e terrorismo no país.

Nesse sentido, criticou a postura da América Latina por não declarar o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como "terrorista", assim como fizeram os Estados Unidos, o Canadá e outras nações.

"Nós não estamos falando de um povo político, estamos falando de uma ameaça. Estamos falando não de um tema leviano de soberania, mas do direito fundamental da sociedade colombiana de superar esta ameaça que tanto sangue produziu no país", enfatizou.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

Compartilhe

Correa defende diálogo aberto e pede doutrina uniforme