Copom correspondeu à expectativa do mercado, diz representante de companhias abertas

Fonte Agência Brasil 19/11/2009 às 0h
A manutenção da taxa básica de juros – Selic – em 8,75% ao ano era a expectativa do mercado, embora com a “torcida” de que haveria mais um corte de pelo menos 0,25 ponto percentual.

“Mas eu acho que a expectativa geral era essa. A economia está reagindo”, disse hoje à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Antonio Castro.

Para ele, decisão do Copom não teve nenhuma ligação com uma possível alta da inflação. “Com relação à inflação, acho que o sentimento foi de que os juros devem ficar por aí. O outro lado da medalha é que [para] estimular a economia neste momento talvez não precise de 0,25 ponto percentual”.

Castro afirmou, entretanto, que a perspectiva das empresas continua sendo de que haverá até o final do ano uma redução adicional, porque o nível de juros no país ainda é internacionalmente muito alto.

O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga não quis fazer comentários sobre a decisão do Copom. Limitou-se a dizer que apoia o sistema de trabalho do Banco Central.

“As decisões que eles tomam para mim não é uma coisa tão relevante. Acho que o sistema é bom”. Fraga e Castro participam do seminário Desafios do Novo Mercado, que a Bolsa de BM&F Bovespa realiza hoje no Rio.
Agência Brasil
Fonte Agência Brasil 19/11/2009 ás 0h

Compartilhe

Copom correspondeu à expectativa do mercado, diz representante de companhias abertas