Conselho Universitário analisa processo disciplinar e pune estudantes responsáveis por trote na Faculdade de Direito

Fonte UFMG 13/08/2014 às 7h
Em reunião realizada na tarde desta terça-feira, 12, o Conselho Universitário decidiu pelo desligamento do estudante Gabriel de Vasconcelos Spínola Batista e pela suspensão, por um semestre, dos alunos Gabriel Augusto Moreira Martins, Gabriel Mendes Fajardo e Giordano Caetano da Silva pelo envolvimento na aplicação de trote em alunos do primeiro período da Faculdade de Direito, em 15 de março do ano passado.

A decisão segue recomendação feita por comissão encarregada de conduzir o processo administrativo disciplinar instaurado contra os estudantes. Integrada pelos professores Adriana Goulart de Sena Orsini (presidente), Roberto Luiz Silva e Mariah Brochado Ferreira, todos da Faculdade de Direito, a comissão atuou em consonância com o Regimento Geral e com o Estatuto da UFMG.

A comissão trabalhou no caso desde 7 de outubro de 2013, quando foi designada por meio de Portaria assinada pela diretora da Faculdade de Direito, Amanda Flávio de Oliveira.

Repercussão
Pelo menos duas fotografias amplamente veiculadas na época do trote pelas redes sociais e pela imprensa causaram grande repercussão e indignação. Na primeira, um calouro está amarrado em uma pilastra e, ao seu lado, três colegas fazem a clássica saudação nazista com o braço direito erguido. Na outra, uma estudante pintada de preto aparece acorrentada por um veterano com a inscrição "Caloura Chica da Silva”.

Em seu parecer, a comissão observou que as imagens “são repulsivas e remontam a situações simbólicas de discriminação histórica, além de atentar contra as conquistas da liberdade, igualdade e diversidade garantidas juridicamente, o que não pode ser olvidado, especialmente em uma faculdade de direito”.

O reitor Jaime Ramírez considerou adequada a punição imposta aos estudantes. “A Universidade tem uma responsabilidade perante a sociedade e a comunidade, e atos como esses não podem ser tolerados. O trabalho da comissão e a decisão do Conselho Universitário vão ao encontro de medidas adotadas recentemente, como a resolução que proíbe trotes estudantis e a instalação de comissões para analisar questões como os direitos humanos e o combate à discriminação, a adoção de regras para uso do nome social e a acessibilidade”, lembrou.

“Todas elas são coerentes com os esforços empreendidos pela UFMG para criar cada vez mais um ambiente inclusivo e de respeito à diversidade e à diferença”, concluiu Jaime Ramírez.
UFMG
Fonte UFMG 13/08/2014 ás 7h

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