Conferência apresenta tendências ligadas à inovação tecnológica

Fonte FINEP 01/03/2013 às 17h

O último dia da conferência "Tendências na Inovação em um Futuro de Conexões", nesta quinta-feira, 28/2, em São Paulo, teve a participação de representantes de empresas reconhecidamente inovadoras, como a 3G, GE e TV Globo, além de executivos de instituições do Governo - Rodrigo Fonseca, superintendente coordenador da FINEP - Agência Brasileira da Inovação, e Jorge Ávila, presidente do INPI. O evento, que aconteceu de 26 a 28/2, apresentou 21 especialistas de diferentes setores da economia, e teve apoio da FINEP.

Em sua apresentação, Rodrigo Fonseca falou dos novos desafios e oportunidades que o Brasil enfrenta nos últimos anos e o papel da inovação como um "fator determinante para a busca de novos processos que levem ao desenvolvimento". Segundo ele, a última década tem desenhado um novo paradigma nas empresas, que antes somente inovavam com pouca atualização tecnológica. "Hoje, com a demanda de mão de obra superando a oferta, por exemplo, não tem jeito - a saída é investir para inovar e competir num mercado cada vez mais sofisticado", explica. Rodrigo afirmou, ainda, que mesmo que o País cresça pouco nos próximos anos, essa tendência se manterá. "A única opção é investir em tecnologias que aumentem a produtividade e renda", disse.
 
O executivo da FINEP também apresentou as diversas modalidades de financiamento disponibilizados pela Agência, com destaque para a integração de instrumentos, e o foco em priorizar e qualificar investimentos de acordo com as diretrizes no Programa Brasil Maior, do Governo Federal. "No mundo inteiro, as empresas buscam apoio estatal. Nenhum país hoje desenvolvido prescindiu de uma agência que investisse em inovação e apoiasse empresas diretamente", concluiu.
 
Colaboração
Marcelo Gandur, gerente de Comercialização e Inovação da 3M, falou como a inovação é peça-chave na empresa, uma das líderes mundiais no quesito. "Nós privilegiamos o conhecimento e a colaboração. É muito difícil um indivíduo ter uma ideia vinda do nada", disse. Marcelo explicou que "o processo só faz sentido quando se visualiza a cadeia completa - o ecossistema de inovação -, que vai desde o reconhecimento das competências internas, passa pelos canais de comercialização, e se estende até o cliente final", afirmou.
 
Educação "nas nuvens"
O Diretor Executivo de Tecnologia da Anhanguera Educacional, Luciano Possani, mostrou como a empresa vem investindo em novas tecnologias de educação a distância, especialmente via web. "Nosso lema é ensino acessível, e isso significa tanto o custo mais baixo para o aluno, quanto a facilidade de uso em qualquer lugar, com diferentes plataformas", disse. A Anhanguera, que oferece também aulas presenciais em várias unidades do País, conta com teleaulas, através de 37 canais de satélites, e ferramentas "na nuvem", ou seja, com acesso via internet.
 
120 anos inovando
Fundada por Thomas Edison no final do século XIX, a GE inventou desde a lâmpada de tungstênio até o raio X para uso médico. Somente em 2011, a empresa depositou cerca de três mil patentes. Hoje, a GE continua a levar a inovação a sério, e mantém um programa chamado "Barômetro da Inovação" em 22 países. "O Brasil, onde estamos há mais de noventa anos, é estratégico para a GE. O mais novo centro de pesquisa global da empresa está sendo construído no Rio de Janeiro", disse Kenneth Herd, Diretor Geral do Centro de Pesquisas no Brasil.
 
Inove na Globo
 
"A Globo é inovadora desde seu início. A novidade, agora, é que o impulso de inovar está aberto a todos da empresa", disse Nelson Faria, Diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da TV Globo, ao explicar o programa interno da emissora, o i9 (leia-se "inove".)
 
Trata-se de um programa voluntário, do qual qualquer funcionário pode participar com ideias que venham melhorar a qualidade e produtividade, em todas as áreas da TV. Criado em 2008 com um grupo de nove pessoas, hoje já conta com quase 1,5 mil participantes, que conceberam cerca de 500 ideias, várias delas já implementadas. "O objetivo maior é gerar o aprendizado da cultura da inovação, motivar a colaboração e a reflexão", explica Nelson. "Se o 'padrão Globo de qualidade' passou a ser a cultura corporativa da casa, na busca de fazer o melhor, desejamos que o mesmo aconteça com a inovação constante e participativa", afirma Nelson. O i9 já rendeu uma exposição, em 2012, com algumas das ideias, realizada no Projac, no Rio. O projeto conta também com parcerias com universidades e outras empresas.
 
Também participaram do último dia da conferência Mário Sérgio Salermo, professor titular da Escola Politécnica da USP e Leonardo Gomes, membro do Observatório de Inovação e Doutorando da USP, que discutiram como as empresas lidam e geram as incertezas. Já o diretor de Inteligência do Negócio da Telefônica/Vivo, Leandro Rocha de Andrade, demonstrou diversas novidades da empresa, especialmente em novas plataformas, serviços especiais, e um projeto de um novo sistema operacional para smartphones, em parceria com a Mozilla.
 
FINEP
Fonte FINEP 01/03/2013 ás 17h

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