Companhias internacionais miram no Brasil - Empresário dá dicas para PMEs não perderem mercado

Fonte Conexus Comunicação Jornalística 08/04/2013 às 20h

Diante do bom desempenho da economia brasileira nos últimos anos, é cada vez maior o número de empresas estrangeiras interessadas em ampliar os negócios e começar a atuar no País. Dados do estudo IBR 2012 (International Business Report), da Grant Thornton, revelam que o Brasil é o terceiro destino mais procurado por empresários espanhóis, norte-americanos e argentinos que desejam levar seus negócios para países emergentes de rápido crescimento.

O cenário, aparentemente positivo para o País, é bastante ameaçador para as Pequenas e Médias Empresas nacionais, uma vez que elas passam a competir com companhias que além de possuírem maior ‘know hall’, contam com tecnologia avançada e preços atrativos, já que produzem em larga escala.

No entanto, há maneiras dos pequenos e médios empresários se beneficiarem da situação.

João Antonio Queiroz é um exemplo. Diretor comercial da Usicontrol - empresa de controles remotos industriais que possui cerca de 20 funcionários – acaba de firmar uma parceria com uma empresa italiana, que deve elevar seu faturamento em R$ 7 milhões, até 2015.

Para ele, a união trará benefícios para ambas as partes. “Se unir a uma empresa internacional que almeja ter negócios no Brasil é uma forma sadia de não ser engolida por ela, e ainda conseguir benefícios. Por exemplo, o acesso rápido a produtos ou serviços com alta tecnologia agregada”, afirma.

Abaixo o diretor dá dicas e alertas para empreendedores que desejam utilizar a mesma estratégia com o objetivo de não perder mercado e ainda fomentar os negócios.

Ameaça das internacionais: se unir a essas empresas, ao invés de tê-las como concorrentes, é uma boa opção. Para a estrangeira essa também é uma boa opção já que permite a ela chegar no maior número de clientes possível, em curto espaço de tempo, com baixíssimo investimento;

Vantagens do negócio: - acesso rápido a produtos ou serviços com alta tecnologia agregada, além da consolidação no mercado internacional. “Quando se fala em produto novo, essa consolidação se traduz em tendência de mercado. Isso faz com que a empresa brasileira atue pulando as tão custosas etapas de pesquisa e desenvolvimento”, ensina;

-Além disso, perante o mercado, ter o nome associado a uma empresa internacional, é um facilitador para chegar a novos clientes;

Cuidados: - Estabelecer claramente os objetivos de ambas as partes, a curto e médio prazos, é fundamental para que não se crie conflito de interesses no futuro;

-Estabelecer um contrato comercial que garanta a longevidade da parceria. “O representante ou distribuidor precisa ter em mente que o fabricante sempre será a parte dominante sobre o produto comercializado e, após algum tempo a marca do fabricante será reconhecida no mercado, tornando o trabalho de divulgação e vendas menos oneroso”;

- Dar preferência a produtos ou serviços já conhecidos é algo a ser considerado, já que, quanto maior a familiaridade, mais fácil será avaliar e selecionar o parceiro. Produtos conhecidos também facilitam o trabalho com o mercado.

topo_logo_web.jpgSobre a Usicontrol

Criada em 1997 com o objetivo de trazer ao mercado brasileiro os controles remotos industriais é hoje reconhecida como uma das cinco marcas mais lembradas no mercado industrial. Tem entre seus principais clientes empresas como Gerdau Açominas, Usiminas, Armco, Ford, Acesita, Cosan, Votorantim, Embraer, Vale, entre outros.

 

Conexus Comunicação Jornalística
Fonte Conexus Comunicação Jornalística 08/04/2013 ás 20h

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