Comissão UnB 50 Anos realiza última reunião

Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 25/04/2013 às 9h

Encontro tem música, apresentação de propostas e resultado da Chamada Pública 1/2013

Terminou em música a 36ª e última reunião da Comissão UnB 50 Anos, realizada no Auditório da Reitoria na tarde desta segunda (22). O lançamento do livro A Velha Guarda do Choro no Planalto Central, fechando o encontro, foi acompanhado por um grupo de músicos que brindou os presentes com a execução de composições de mestres e pioneiros do choro em Brasília.

A reunião começou com o professor Antônio José Ribeiro dos Santos, do Departamento de Engenharia Elétrica da Faculdade de Tecnologia, compartilhando um pouco de sua cinquentenária trajetória na UnB: das aulas como estudante, entre 1962 e 1969, incluindo experiência docente no curso de alfabetização para adultos e de preparação para o vestibular, até a sua fase como professor desde 1971. “Já foram 80 semestres e aproximadamente três mil alunos”, calcula Ribeiro dos Santos.

Por se tratar de um curso ligado à tecnologia, portanto de rápida e constante evolução, o docente tem o permanente desafio de manter o conteúdo programático atualizado. “Estabeleci o propósito de, a cada semestre, introduzir um ponto novo na ementa”, relatou.

Mariana Costa/UnB Agência
 

 

Para Ribeiro dos Santos, “Brasília só é o que é por causa da UnB”. O especialista em telecomunicações, com experiência executiva em empresas da área, vê forte influência de egressos da universidade. “Falamos com muito orgulho: estamos formando tomadores de decisão”, concordou o reitor Ivan Camargo.

Defensor de uma estreita relação da universidade com a indústria, o professor Antônio Ribeiro dos Santos promove a necessidade de se manter um canal aberto com a sociedade. “Uma universidade não pode existir fechada nela mesma”, concluiu.

AGORA, O FUTURO - Para se ocupar da importante missão de estimular o debate sobre os rumos que a universidade deve adotar nos próximos anos, a reitoria está criando a Comissão UnB.Futuro. O professor Jaime Santana, decano de Pesquisa e Pós-Graduação, explicou que a iniciativa será formada, em maioria, por um grupo de professores eméritos, ex-integrantes da Comissão UnB 50 Anos. “Personalidades, de dentro e de fora da UnB, serão convidadas”, explicou Santana. “A função será pensar o futuro e também sugerir projetos para a comunidade acadêmica”, avaliou.

Mariana Costa/UnB Agência
 

 

O professor emérito Isaac Roitman explicou que a Comissão UnB.Futuro é a somatória de várias iniciativas, podendo muito bem ser chamada de “Pensódromo”, estabelecendo a conexão da iniciativa com os fundamentos lançados por Darcy Ribeiro na criação da Universidade.

A Comissão UnB.Futuro realizará reuniões mensais. A primeira está agendada para 6 de maio e contará com o tema “O que é necessário para que a Universidade de Brasília tenha posição de vanguarda no pensamento contemporâneo”. Um comitê está sendo montado para organizar as reuniões, divulgar as atividades da Comissão e viabilizar suas publicações.

PROJETOS APOIADOS - O encerramento das atividades da Comissão UnB 50 Anos também foi marcado por intensa atividade cultural. O reitor Ivan Camargo recebeu a primeira cópia oficial, em DVD, do filme Barra 68, Sem Perder a Ternura, de Vladimir Carvalho. A digitalização da obra foi viabilizada em meio às comemorações do Jubileu da universidade.

Familiares de Seu Teodoro Freire, o falecido Mestre Teodoro, participaram de homenagem em nome do homem que chegou à Brasília em 1961, a convite de Ferreira Gullar, para apresentar o seu bumba-meu-boi, e nunca mais saiu. A exibição de um vídeo com depoimentos do Seu Teodoro, ex-funcionário da UnB e membro da Comissão UnB 50 Anos, comoveu o auditório.

O professor Antenor Ferreira, do Departamento de Música, apresentou o recém-lançado CD Academia do Ritmo, apoiado pela Comissão UnB 50 Anos. São onze faixas com composições originais do docente e de seus alunos. O docente explicou que as músicas são instrumentais, modernas e inspiradas em canções tradicionais.

Outro tema anunciado durante a sessão foi a parceria que está sendo estabelecida entre a UnB e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). José Leme Galvão Júnior, superintendente do Iphan no Distrito Federal, informou que pretende destinar R$ 100 mil para ações ligadas à reforma da Casa de Niemeyer e restauração da OCA, uma das primeiras edificações da Universidade.

O professor emérito José Carlos Coutinho relatou a proposta de formalização de uma área histórica na UnB. “Há pelo menos vinte anos, este assunto é debatido”, explicou Coutinho. “Lugares e edificações são significativos pelas qualidades artísticas, paisagistas e arquitetônicas e também pela importância histórica”, contextualizou.

Coutinho citou a Colina Velha como um edifício de grande significado para a arquitetura brasileira, assim como a OCA, o ICC e outros pontos marcantes que deveriam ser criados como a Aula Magna, espaço previsto desde os primeiros anos da UnB para sediar atividades. “A universidade não dispõe de auditório com capacidade maior de trezentas pessoas”, diagnosticou o arquiteto, que no dia 19 recebeu da Câmara Legislativa o título de Cidadão Honorário de Brasília. “É preciso retomar este projeto”, propôs.

O superintendente do Arquivo Público do DF, Gustavo Chauvet, defendeu a proposta de inclusão de História Regional do Distrito Federal e Entorno no sistema de seleção para ingresso na UnB. “Brasília nasce documentada”, declarou Chauvet. “Projetos de arquitetura, fotos e filmes. São mais de seis milhões de documentos, de fonte primária, sobre o Distrito Federal, que estão disponíveis no Arquivo Público”, relatou. Para o superintendente, que é ex-aluno da UnB, para que sejam planejados os próximos anos, de Brasília e da universidade, é preciso conhecer os seus primeiros 50 anos em profundidade.

A professora Luciana Saboia, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, apresentou o Miniguia de Arquitetura e Arte do Campus Darcy Ribeiro. Trata-se de uma publicação de bolso com fotos e verbetes sobre pontos importantes do UnB. Saboia explicou que o guia foi fruto de mobilização na FAU, envolvendo estudantes e professores, e também destacou a parceria com a Faculdade de Comunicação (FAC) na realização da mostra filmes realizada na semana passada, no auditório Dois Candangos e na FAC.

CHORO NA REITORIA - Depois da entrega dos certificados aos membros da Comissão UnB 50 Anos, atuante entre maio de 2011 e abril de 2013, foi apresentado o livro A Velha Guarda do Choro no Planalto Central, outra iniciativa que recebeu apoio da Comissão. Organizado pela musicista e ex-aluna da UnB, Ana Lion e pelo ex-aluno da UnB e docente da Universidade Federal de Goiás, Sebastião Rios, com fotografias do professor Marcelo Feijó, da FAC, a obra conta a história do surgimento do choro em Brasília, que se confunde com o nascimento da capital federal.

O livro traz fotos e relatos valiosos sobre as raízes do gênero musical que projeta Brasília internacionalmente. O professor Marcelo Feijó ressaltou a parceria da UnB com a Federal de Goiás. “Foi uma pesquisa minuciosa, realizada por uma equipe multidisciplinar”, explicou.

O lançamento foi coroado com a apresentação dos músicos Nivaldo de Souza (flauta), Zé do Choro (clarineta), Augusto Contreiras (violão 7 cordas) e Henry Francisco (pandeiro), executando faixas do CD que acompanha o livro.

CHAMADA PÚBLICA - Outro ponto importante da reunião desta segunda foi o anúncio do resultado da Chamada Pública UnB 50 Anos 1/2013. Lançada em março, o concurso visa contemplar projetos voltados para a reflexão em torno do futuro da universidade. Ao todo, foram contempladas 24 iniciativas.

O resultado do certame pode ser conferido na página dedicada ao jubileu da UnB.

Mais informações sobre a Comissão UnB 50 Anos estão disponíveis em www.unb50anos.com.br

Secretaria de Comunicação da UnB
Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 25/04/2013 ás 9h

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