Comissão de Memória e Verdade ouve vítimas da ditadura

Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 12/05/2013 às 11h

Em audiências públicas, serão tomados depoimentos de quatro testemunhas da repressão vivida na UnB

A partir desta semana, começam os trabalhos da Comissão Anísio Teixeira de Memória e Verdade da UnB com coleta de depoimentos das vítimas da ditadura militar na Universidade de Brasília. "A fase de coleta de depoimentos não tem prazo para finalização, já que o propósito é ouvir o máximo de pessoas necessárias para esclarecimento dos fatos ocorridos na universidade”, esclarece Simone Rodrigues Pinto, coordenadora de Redação e de Sistematização da Comissão.

Audiências públicas estão programadas para segunda (13) e terça-feira (14), quando serão ouvidos os relatos dos ex-reitores Cristovam Buarque e Antonio Ibañez, do ex-professor da Faculdade de Comunicação Luis Humberto Martins Pereira e do militante estudantil Claudio Almeida, estudante de Economia da UnB na época da repressão.

Paralelamente à coleta dos depoimentos, a Comissão de Memória e Verdade da UnB irá recorrer aos arquivos públicos de Brasília e de outros estados para obter documentos que auxiliem na compreensão dos fatos relatados pelas vítimas. “Já existem parcerias para isso”, conta Simone.

A Comissão Anísio Teixeira de Memória e Verdade da UnB foi criada em agosto de 2012 com o objetivo de colher informações e documentos que ajudem a esclarecer o desaparecimento de pessoas ligadas à Universidade de Brasília no período do regime militar. Para auxiliar os trabalhos, firmou parceria com a Comissão Nacional da Verdade, criada pela Lei 12.528/2001 e instituída também em 2012.

A cooperação entre as instituições vai permitir aumentar a coleta de dados e a troca de informações, uma vez que serão utilizados, na UnB, o mesmo roteiro e o formulário da Comissão Nacional da Verdade. Também cooperam com a Comissão da UnB a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a Comissão da Anistia do Ministério da Justiça.

Com a instauração do regime militar, a Universidade de Brasília sofreu perseguições que comprometeram a produção de conhecimento na instituição e prejudicaram seu projeto acadêmico. "Este é um momento histórico para a UnB. Não se trata apenas de apurar os fatos do passado, mas de rever a própria missão da universidade, seu vanguardismo e desenvolvimento”, avalia Simone.

Secretaria de Comunicação da UnB
Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 12/05/2013 ás 11h

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