Comentário Direto de Brasília -11-07-2016

Fonte José Woitechumas 11/07/2016 às h

BATALHA PELA PRESIDENCIA DA CAMARA GANHA CONTORNOS DRAMÁTICOS. ATÉ QUARTA-FEIRA, DEPUTADOS “SÓ PENSAM NAQUILO”!

Meus caros ouvintes, leitores e telespectadores, a renúncia de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara, desencadeou um processo cujo desfecho pode ter conseqüências graves ao país e, apesar disso, não notei ao percorrer os corredores da Câmara, por parte de lideranças políticas, preocupação e atenção necessárias. São pelo menos 12 os pretendentes a vaga de  Eduardo Cunha. Com certo currículo que lhes permite almejar o posto estão Rodrigo Maia, do DEM e Rogério Rosso, do PSD. O primeiro por ser um deputado experiente, filho de um político que tem nome no Parlamento, o ex-deputado e ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, é bem articulado. Rogério Rosso exerceu o governo do Distrito Federal após o afastamento de José Roberto Arruda e presidiu recentemente a Comissão que julgou e aprovou o pedido de impeachment de Dilma Roussef. Ambos possuem a confiança dos maiores e mais bem articulados partidos na Câmara. Ao governo interessa particularmente o nome de Rosso mas Maia não desagrada. Porém, o PMDB, partido do presidente interino, briga internamente e pelo menos seis deputados do partido estão lançando seus nomes. Digo que os líderes deveriam agir mais efetivamente na definição de um nome afinado com o governo para dar sustentação ao projeto maior que é a governabilidade de um país em crise. Sabemos todos e isto não é desconhecido nos corredores do Congresso, que muitos lançam-se como candidatos para poderem barganhar cargos no governo. E isto tanto Temer quanto seus principais assessores, conhecem e sabem muito bem. Por isso que, nos bastidores, o governo age. A escolha do substituto de Cunha deverá acontecer entre terça e quarta-feira desta semana. Até lá, no âmbito do governo e da Câmara Federal, ninguém pensará noutra coisa. Lamentável que não há discussão sobre qualquer proposta de trabalho e de atuação da Câmara. Alguém com um projeto para, por exemplo, tentar resgatar a credibilidade da classe política. O tempo de mandato também não permite que se proponha coisas mais profundas e concretas como a Reforma Política, dinamização dos trabalhos com sessões de segunda à sexta, fim dos gastos desnecessários e inconcebíveis como a construção de mais um Anexo para suas excelências, já apelidado de Shopping dos Deputados, e, quem sabe, congelamento dos salário, aumentos e mordomias. O mandato-tampão, que deverá ser exercido somente até fevereiro do ano que vem, não permite esperarmos muito do que vem por aí. Mas se o eleito tiver condições de liderar a Câmara para pelo menos ajudar na busca de soluções para todos, já será um avanço. É o mínimo que se espera. Direto de Brasilia, José Woitechumas.  

José Woitechumas
Fonte José Woitechumas 11/07/2016 ás h

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Comentário Direto de Brasília -11-07-2016