Colômbia pede respeito por políticas de combate à violência

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, pediu que os países da região sul-americana tenham respeito pela política de combate à violência e ao narcotráfico adotada pelo país.

Em um encontro com diplomatas de nações vizinhas, realizado ontem em Bogotá, o ministro destacou também que o governo colombiano está disposto a cooperar com outros países na luta contra o crime.

"Acreditamos que, baseados na simetria, no respeito mútuo, no reconhecimento das diferenças e de que cada Estado tem um enfoque que precisa ser respeitado, estamos dispostos a cooperar com todos e com cada um dos povos aqui representados pelos senhores", disse Silva aos diplomatas.

Desde quando anunciou que fechará um acordo militar com os Estados Unidos, a Colômbia vem ressaltando a necessidade da cooperação internacional no combate ao crime e ao narcotráfico.

O tratado, que terá vigência de dez anos e prevê um envio de um contingente de até 1.400 norte-americanos (entre civis e militares) para operarem em sete bases colombianas, foi criticado por países como Venezuela, Equador e Bolívia, que vêem nele uma ameaça para a "soberania" e "segurança" da região.

Recentemente, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, afirmou que o acordo é uma extensão do Plano Colômbia, programa pelo qual Washington destina a Bogotá US$ 600 milhões por ano para o financiamento de programas de segurança e cerca de 600 oficiais norte-americanos são autorizados a treinar tropas locais para combater o narcotráfico e a guerrilha.

O acordo militar já foi discutido em cúpulas de presidentes, chanceleres e ministros da Defesa dos países membros da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Os encontros, no entanto, não chegaram a um consenso sobre o uso de bases militares por tropas estrangeiras, já que a delegação colombiana se negou a apresentar detalhes do acordo.

No início do mês, o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, afirmou que o texto do tratado será divulgado integralmente quando estiver acertado e assinado por ambas partes.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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