Colômbia "não reconhece" investigação equatoriana contra comandante

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O governo colombiano reiterou que "não reconhece" a decisão da Justiça equatoriana de investigar o comandante-geral das Forças Armadas da Colômbia, Freddy Padilla de León.

A investigação do general é parte de um processo aberto devido ao ataque realizado pelo Exército colombiano em 1º de março de 2008 contra um acampamento da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. A ação causou a morte de 26 pessoas, entre elas o então segundo líder da guerrilha, Raúl Reyes.

Em um comunicado, a Colômbia anunciou que "não reconhece a jurisdição extraterritorial da Justiça equatoriana para investigar e julgar funcionários e ex-funcionários colombianos".

O governo do país também destacou que "defenderá" seus funcionários com "todos os instrumentos a seu alcance" e que "a defesa e proteção" destas pessoas é "uma responsabilidade de Estado".

O juiz do processo já pediu a extradição ao Equador do ex-ministro da Defesa da Colômbia Juan Manuel Santos e agora, num momento delicado nas relações bilaterais, vinculou o general Padilla de León ao caso.

Colômbia e Equador romperam relações diplomáticas devido a esta ação e recentemente os chanceleres dos dois países iniciaram diálogos para a retomada de tais laços. Hoje, haveria uma nova reunião na cidade equatoriana de Ibarra da Comissão Binacional de Fronteira (Combifron) em busca de uma aproximação.

Contudo, no comunicado emitido por Bogotá, o governo de Álvaro Uribe ressalta ainda que "foi acordado pelos dois governos" que o ataque seria discutido por uma "mesa dedicada a temas sensíveis" e também propôs o adiamento da reunião de hoje.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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