Cinthia Alireti, a nova maestrina da Sinfônica

Fonte Imprensa Unicamp 11/03/2013 às 17h

Cinthia Alireti, a nova maestrina da Sinfônica

Um instrumento, várias nuances e uma diversidade de músicas. A maestrina Cinthia quer explorar o máximo possível o potencial da Orquestra Sinfônica da Unicamp. À frente do grupo desde outubro passado, Cinthia Alireti dialoga com o Ciddic sobre uma forma de ampliar as apresentações da orquestra em teatro, apesar de manter os compromissos na Universidade. A participação de alunos e músicos formados pela Universidade também será intensificada.

Natural de São Paulo, a maestrina formada em composição pela Universidade de São Paulo passou 12 anos nos Estados Unidos e na Europa. Na Universidade da Indiana (EUA), mais precisamente em Bloomington, especializou-se em regência, canto e cravo e obteve o título de mestre e doutora. Lá, atuou em vários projetos de música contemporânea, entre eles a première da ópera “El retablo de Maese Pedro, de Gerardo Dirié, e a performance do clássico Pierrot Lunaire, de Arnold Schoenberg.

Na Europa, especializou-se na Sorbonne, Paris, e em Saarbrücken, na Alemanha, onde trabalhou como regente e cravista. Voltou ao Brasil motivada pela divulgação do concurso para a regência da Orquestra Sinfônica da Unicamp. Somado ao desejo de ficar mais próxima da família, tudo se encaixa: o interesse por interpretação historicamente informada, a ampliação dos espaços de concerto dentro e fora de Campinas, a ampliação do repertório, a exploração de práticas interpretativas, a intenção de fazer ensemble e o prazer em trabalhar com várias pessoas. “Gosto muito de lidar com pessoas. A direção do Ciddic, levada pelas ideias incríveis da Denise Garcia, e as pessoas cheias de entusiasmo que trabalham lá formam uma equipe muito boa. Tem tudo para dar certo.”

A história de Cinthia com a música teve início de maneira informal e por iniciativa própria. Estimulada pela paixão do pai por colecionar instrumentos, sempre buscou aprimoramento em instrumentos, frequentando aulas particulares.

Logo na primeira experiência em grupo, teve oportunidade de ser regida por Marta Herr no coro da Cultura Inglesa, em São Paulo. Na mesma capital, enfrentou dois dias de fila por uma vaga no curso de piano na Universidade Livre de Música, onde frequentou aulas de piano, regência e violino. “Lembro que no primeiro dia eu e minha mãe ficamos horas na fila e ela questionava se eu queria isso mesmo, mas voltei sozinha no segundo dia e fiz o exame”, relembra.

A experiência na ULM contribuiu para sua aprovação no curso de composição da Universidade de São Paulo (USP). A maestrina fundou o Anima e Corpo Ensemble, grupo especializado em música barroca, especialmente óperas e gêneros dramáticos com base em Bloomington, Indiana.

 

 

Imprensa Unicamp
Fonte Imprensa Unicamp 11/03/2013 ás 17h

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