Ciência, Tecnologia e Esporte foram temas abordados por especialistas em forúm

Fonte Jornal Unicamp 18/05/2012 às 10h

Enquanto apresentava as estratégias táticas responsáveis pela conquista da classificação da seleção brasileira de basquete, na qual atua como preparador físico, nesta quinta-feira (17), durante Fórum de Esporte e Saúde da Unicamp, Diego Jaleilate aguardava ansioso a divulgação da convocação que sairia dentro de alguns minutos. “Tenho certeza que escolherão os melhores”.

A preocupação era natural para quem participou do programa interdisciplinar desenvolvido para melhorar as condições físicas e o desempenho dos jogadores da seleção e classificá-los para a Olimpíada de Londres 2012. Um trabalho que, segundo Jaleilate, envolveu a avaliação de atletas das equipes de base até os do primeiro time.

Segundo o preparador, a parceria entre educação física e ciência, envolvendo profissionais de diferentes áreas, foi fundamental para a atuação bem-sucedida da seleção. Mas o preparador adverte para a importância das gestões anteriores também para a seleção conseguir a posição de destaque em que se encontra hoje. “Não foi somente esse trabalho de 69 dias, mas a dedicação de três anos, além da trajetória garantida pelas gestões anteriores”, acentua o preparador.

Jaleilate enfatizou que o técnico Rubén Magnano alimentou diariamente a equipe com sentimento de glória. “Nosso horizonte era a vaga olímpica. E o todo é maior que a soma das partes”, finalizou.

Também na manhã desta quinta-feira, Maria Regina Ferreira Brandão, que já ofereceu acompanhamento psicológico a atletas das seleções de futebol brasileira, portuguesa e árabe, disse que os indicadores psicológicos têm influência no desempenho de um atleta. Sempre quando lhe é solicitado um método técnico para psicodiagnóstico de atletas, ela responde que o próprio técnico pode observar. “Sempre trabalho com os técnicos, pois a técnica ideal é da observação do comportamento”, explicou Regina.

Regina explicou que é preciso avaliar o perfil, individual e coletivo, das capacidades psicológicas. “Uma somatória das características”. Um dos aspectos a serem observadas e que ela mesma pode observar trabalhando em equipes tão distintas é a referência cultural do atleta. Ela acrescenta que, por exemplo, na equipe de Portugal, 70% dos jogadores têm graduação, sendo que na brasileira, nenhum jogador é graduado.

Jornal Unicamp
Fonte Jornal Unicamp 18/05/2012 ás 10h

Compartilhe

Ciência, Tecnologia e Esporte foram temas abordados por especialistas em forúm