Cidade americana enfrenta segunda noite de protestos

Fonte Agência Brasil 15/08/2016 às h

A cidade de Milwaukee, a maior do estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, enfrentou ontem (14) a segunda noite consecutiva de desordem, com manifestantes jogando pedras e garrafas em lojas e prédios públicos, incendiando carros, lojas e entrando em confronto com a polícia. Eles também destruíram semáforos e abrigos de ônibus.

Pelo menos um  policial foi levado para o hospital, depois de ser atingido por uma pedra jogada no interior do carro da polícia por um dos manifestantes.  Uma pessoa também foi ferida à bala e levada para o hospital. A agitação continuou pela madrugada de hoje. Para tentar conter a revolta, a polícia fez várias prisões e cercou o centro da cidade.

O secretário de imprensa da Casa Branca, Jen Friedman, disse nesse domingo que o presidente Barack Obama está recebendo todas as informações sobre o desenrolar dos acontecimentos em Milwaukee.

A revolta começou sábado (13) à tarde quando a polícia atirou e matou um homem de 23 anos.  Segundo a polícia, ele foi parado em uma blitz e tentou fugir, com uma arma na mão.  A polícia informou que o homem tinha ficha criminal. Por causa dessa ação policial, porém, manifestantes encheram as ruas da área onde houve os tiros, mas foram confrontados pela polícia. A violência se espalhou por outras áreas da cidade.

Conflitos raciais, envolvendo a polícia e manifestantes, têm ocorrido em várias cidades norte-americanas nos últimos meses. Em 7 de julho deste ano, um atirador matou cinco policiais em Dalas, no Texas, e feriu mais nove. Dois civis também ficaram feridos. O tiroteio aconteceu no fim de um protesto pacífico contra o assassinato de negros, pela polícia, em Baton Rouge, Louisiana, e em Falcon Heights, Minnesota, que tinha ocorrido poucos dias antes da manifestação.

Esses confrontos provocaram nos últimos tempos um grande debate nacional sobre o papel da polícia. O questionamento sobre o papel da policia, em Milwaukee, não começou agora. Em 2014, a polícia matou um homem negro, que estava desarmado. Depois, foi descoberto também que ele era um doente mental. Esse crime provocou na época vários protestos pacíficos na cidade.

Agência Brasil
Fonte Agência Brasil 15/08/2016 ás h

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