Charlotte Brogren, Diretora Geral da VINNOVA, Agência de Inovação da Suécia

Fonte FINEP 11/05/2013 às 20h

Charlotte Brogren, Diretora Geral da VINNOVA, Agência de Inovação da Suécia

 

O seminário “Cooperação e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável” foi encerrado nesta sexta-feira, 10/5, na sede da FINEP (Agência Brasileira da Inovação), no Rio, com apresentações de projetos financiados pela VINNOVA (Agência de Inovação da Suécia), por seus representantes, coordenado por Alice Pessoa de Abreu, Chefe da Coordenação de Cooperação Internacional da FINEP. Na segunda parte do evento, houve painéis de discussão de projetos conjuntos entre Suécia e Brasil, com empresários suecos e brasileiros, reunidos em mesas-redondas. O encontro começou no dia 9/5, com a participação do Presidente da FINEP, Glauco Arbix, do Embaixador da Suécia no Brasil, e da Ministra de Negócios da Suécia, entre outras autoridades e convidados. Veja aqui a cobertura do primeiro dia.

 

Entrevista

A Diretora Geral da VINNOVA, Charlotte Brogren, que finalizou o seminário, concedeu a entrevista exclusiva, abaixo:

FINEP: Quais são as perspectivas que se abrem com o acordo de cooperação assinado ontem (9/5) entre a FINEP e a VINNOVA?

Charlotte Brogren: Este acordo é o passo seguinte de um processo iniciado em 2009, quando os governos sueco e brasileiro assinaram um memorando de entendimento para cooperação em inovação e tecnologia. O acordo com a FINEP significa um passo para a implementação mais concreta desse entendimento. Isso vai nos permitir compor mecanismos de fomento mais sólidos, partindo do que já tem sido feito, como os projetos apresentado neste seminário, em projetos comercialmente viáveis que sejam de valia para os dois países.

FINEP: Este é um momento especial da presença sueca no Brasil?

CB: O Brasil e a Suécia têm uma longa tradição de cooperação comercial – a maior cidade industrial sueca é São Paulo! Muitas empresas suecas de grande porte estão localizadas aqui há décadas (Volvo, Ericsson, Electrolux, entre outras). Agora precisamos também promover as pequenas e médias empresas, para que elas também tenham acesso e participem do mercado brasileiro. Acredito que elas são fontes de tecnologia e conhecimento que podem trazem muito valor para o desenvolvimento brasileiro.

FINEP: A FINEP está começando a integrar dos seus diversos instrumentos de financiamento à inovação (crédito, subvenção, não reembolsável). A VINNOVA trabalha de maneira semelhante?

CB: A VINNOVA trabalha apenas com subvenção, mas existem na Suécia outras instituições que operam com outras modalidades, assim como a FINEP, o que, por assim dizer, complementam a atuação da VINNOVA. A FINEP é muito maior e mais abrangente.

FINEP: O que os dois países podem aprender um com o outro no tocante ao compartilhamento de conhecimento que leve à inovação?

CB: Acredito que isso tenha a ver muito com troca de informações em geral. De uma perspectiva de autoridade, nós podemos compartilhar quais são os mecanismos, quais são as medidas que podem ser tomadas que tenham sido comprovadamente bem-sucedidas. Assim poderemos trocam experiências e aprender um com o outro. Em relação a projetos corporativos, me parece que isso se traduz em fazer com que os pesquisadores e desenvolvedores se encontrarem e forjem relações para decidir quais são seus objetivos em comum. Tem a ver muito com confiança – sem isso não se obtém o melhor em colaboração.

FINEP: Houve outros encontros entre a FINEP e outros países escandinavos recentemente. Como a Suécia se vê na parceria com o Brasil em relação aos outros países da região?

CB: Nós escandinavos há muito tempo percebemos que somos muito pequenos para conseguir viver sozinhos. Por isso, sempre procuramos criar laços com países que tenham grande potencial e valor cientifico, com os quais possa haver interesse mútuo em colaboração. Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia têm culturas muito semelhantes - não é uma coincidência que estejam querendo fortalecer as relações com países interessantes como o Brasil. Vejo isso como um movimento muito positivo. Entendo também que podemos elaborar projetos de colaboração conjuntos na Escandinávia com o Brasil. A Suécia é um pais com uma população pequena – cerca de 10 milhões de pessoas, mas com uma longa tradição de alta inovação, o que nos tem feito tão bem-sucedidos - algo que estamos prontos a compartilhar com o Brasil.

FINEP
Fonte FINEP 11/05/2013 ás 20h

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