Chanceler italiano aguarda decisão de Lula com ´respeito e serenidade´

Fonte Ansa Flash. 20/11/2009 às 23h
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse hoje que irá esperar "com respeito e serenidade" a palavra final do Brasil sobre o ex-militante de esquerda Cesare Battisti, cujo caso foi analisado ontem pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na terceira audiência sobre caso, realizada ontem, o Supremo decidiu pela extradição de Battisti à Itália, como pede este país, mas considerou que tal decisão deve ser submetida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderá também rejeitar o parecer da corte.

"A última palavra agora é política, e nós esperamos com respeito e serenidade", disse hoje Frattini em um post no site de relacionamentos Facebook.

Na mesma declaração, o chefe da diplomacia italiana agradeceu aos "embaixadores que acompanharam o caso" e que trabalharam "este assunto doloroso com competência e perseverança".

O ministro também cumprimentou toda a "rede diplomática" do país por ter feito "um grande trabalho, um trabalho de equipe".

O chefe de Departamento do Ministério da Justiça, Italo Ormanni, foi um dos membros designados pelo Estado italiano para acompanhar o caso. Ele esteve presente em todas as sessões do STF.

Condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios cometidos entre os anos de 1978 e 1979, Cesare Battisti -- ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) -- é considerado um terrorista em seu país, de onde fugiu em 1981.

Antes de chegar ao Brasil, ele passou ainda por França e México, e em janeiro passado obteve do ministro da Justiça, Tarso Genro, o status de refugiado.

Na ocasião, Tarso argumentou que o italiano sofria "fundado temor de perseguição política". Ontem, contudo, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, declarou que nenhum dos crimes cometidos por Battisti é de natureza política, o que já havia sido considerado pelo ministro Cezar Peluso (relator do processo).

Após a aprovação da extradição, cinco dos nove ministros que se pronunciaram no caso também determinaram que caberá ao presidente ratificar ou não esta decisão.

Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 20/11/2009 ás 23h

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