Chanceler de Zelaya volta a criticar realização de eleições presidenciais

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
A chanceler Patricia Rodas, deposta do cargo junto ao presidente de Honduras, Manuel Zelaya, disse hoje que o regime de facto do país tenta legitimar o golpe ocorrido no dia 28 de junho por meio de um processo eleitoral que considerou ilegítimo.

Em uma entrevista que concedeu na sede da ONU, em Nova York, a ministra se referiu ao pleito marcado para o dia 29 de novembro, em que será escolhido o sucessor de Zelaya.

Segundo ela, a única forma de assegurar que as eleições sejam "aceitáveis" é promover o regresso do mandatário ao poder.

Desta forma, Rodas reiterou uma postura já manifestada pela comunidade internacional e pelos países integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), que não reconhecerão os resultados de uma eleição organizada pelo regime encabeçado por Roberto Micheletti.

A chanceler relatou ainda que a situação de Honduras está "se agravando" e pediu à comunidade internacional que continue se recusando a legitimar as autoridades que governam o país desde 28 de junho.

Ela também lembrou que no dia 15 de outubro "terminará o prazo dado pelo governo constitucional para que a crise seja resolvida com base nos acordos estabelecidos pelas instâncias internacionais".

Desde o dia 21 de setembro, data em que retornou ao país de surpresa, Zelaya está hospedado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Nesta terça-feira, representantes dos dois lados voltaram a dialogar para tentar um consenso que ponha fim ao impasse. A retomada das conversas ocorreu na semana passada, sob a mediação da OEA e tendo como referência o Acordo de San José, proposta de pacto elaborada pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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