Chancelaria italiana repudia condenação de Suu Kyi

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O Ministério das Relações Exteriores da Itália condenou o veredicto anunciado hoje por um Tribunal de Mianmar contra a líder da oposição e Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

Em nota, a Farnesina (Chancelaria italiana) ressaltou que o país apoia, no âmbito da União Europeia (UE), "a necessidade de uma resposta comum, firme e inequívoca a esta decisão da Junta Militar que exerce o poder em Mianmar".

"Tal resposta compreende também o reforço das medidas de sanções já em vigor contra este regime", pontua o documento.

A UE, por sua vez, manifestou sua condenação e anunciou que irá aplicar sanções "suplementares" contra o governo birmanês. "A UE condena a sentença com sanções suplementares aos responsáveis pela condenação" de Suu Kyi, disse o bloco em um comunicado.

O ministério italiano ainda considerou que as autoridades de Mianmar "escolheram ignorar os protestos provenientes de grande parte da comunidade internacional, incluindo muitos membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), da qual Mianmar também faz parte".

A Itália "dará continuidade a todas as ações necessárias em quaisquer fóruns multilaterais" para que "a senhora Aung San Suu Kyi seja libertada, junto com outros prisioneiros políticos de Mianmar, a fim de que o país possa, o quanto antes, entrar no caminho da democracia e da reconciliação nacional", disse o Ministério das Relações Exteriores.

Após três meses de julgamento, a Prêmio Nobel da Paz foi condenada a três anos de prisão. No entanto, no meio da sessão, Corte reduziu a sentença para 18 meses de prisão domiciliar, seguindo ordem da Junta Militar.

Membros da oposição democrática apontam que a condenação serve para deixar Suu Kyi afastada das eleições gerais marcadas para o próximo ano.

Segundo o chanceler italiano, Franco Frattini, o afastamento de Suu Kyi, que a impede de participar do processo eleitoral previsto para 2010, constitui "uma gravíssima lesão aos princípios da democracia".

Nas últimas duas décadas, Suu Kyi passou 14 anos encarcerada ou em regime de prisão domiciliar devido às suas ações ativistas.

A sentença de hoje diz respeito à acusação de ela ter violado os termos da prisão domiciliar que cumpre desde 2003, já que teria recebido em maio a visita do norte-americano John Yettaw. O homem teria nadado pelo lago Inya para chegar à residência da líder opositora.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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