Centro de Excelência em Brasília recebe treinamento com foco em 2016

Fonte Ministério do Esporte 08/08/2014 às 10h
Quando o mexicano Chava Sobrino chegou à Austrália, em 1995, com o objetivo de treinar atletas de saltos ornamentais para a edição dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, o cenário que encontrou no país não foi dos mais animadores. “A última medalha olímpica deles tinha sido em Paris 1924, com o ouro de Richmond Eve”, recorda o treinador, considerado um dos melhores do mundo. Nesta semana, o técnico ministra o primeiro treinamento coletivo para a Seleção Brasileira da modalidade com foco em 2016. As atividades foram iniciadas nesta quinta-feira (7), no Centro de Excelência em Saltos Ornamentais, inaugurado na Universidade de Brasília (UnB) no último mês de março.

O local integra a Rede Nacional de Treinamento – um dos maiores legados que estão sendo espalhados por todo o País graças à realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro – e contou com um financiamento de R$ 800 mil do Ministério do Esporte para a estrutura do espaço, a compra de equipamentos e a contratação de profissionais.

Além disso, estão sendo firmados convênios com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para a realização de clínicas para treinadores de todas as modalidades aquáticas. Assim, além dos treinos com os atletas, a semana de trabalhos na UnB abriga também o Curso para Treinador de Alto Nível de Saltos Ornamentais, comandado pelo mexicano e com palestras do técnico brasileiro e coordenador do Centro, Ricardo Moreira, da psicóloga Paloma Vaz e do fisioterapeuta Pedro Ivo.

“Nosso objetivo é trazer os modernos métodos de treinamento para que os atletas de alto nível possam atingir sua melhor performance”, expõe Ricardo Moreira. “Os cursos fazem parte do projeto do Centro de Excelência. Já tivemos um curso de formação de técnicos e, agora, estamos realizando o de alto nível. Daqui a dois meses, faremos um de arbitragem”, acrescenta.

Renovação

O gerente de saltos ornamentais da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Eduardo Falcão, aponta a importância do centro e dos cursos para o desenvolvimento da modalidade no País. “Estamos passando por uma nova fase. Temos que fazer uma mudança radical nos saltos ornamentais para que a modalidade possa sobreviver após 2016. Vocês são a renovação”, afirma o dirigente, dirigindo-se aos atletas que integram a equipe de base que vem sendo treinada no local.

“Temos várias ações sendo realizadas e que convergem em 2016. Se fizermos um projeto estruturado, ele vai crescer e se fortalecer, apoiando a base, os técnicos e os árbitros”, aponta Ângelo de Bortoli Filho, responsável técnico pelos esportes aquáticos no Ministério do Esporte.

Para Giovani Casilo, responsável por trazer a modalidade para a capital, o projeto do Centro de Excelência permitirá que os saltos ornamentais ganhem uma força inédita na cidade e no país. “Sou um cara felizardo. Depois de 41 anos de trabalho em Brasília, vejo um sonho antigo sendo realizado por meio do Ricardo, que foi meu aluno”, comemora. “O trabalho agora é fundamentado, com apoio e a formação de profissionais de gabarito. Isso para mim é uma felicidade. Posso pensar em me aposentar sossegado, sabendo que a modalidade vai melhorar muito mais.”

Campeão dos Jogos Sul-Americanos de Santiago, em março, e atleta em três edições olímpicas (Atenas-2004, Pequim-2008 e Londres-2012), o brasiliense Hugo Parisi também alimenta grandes expectativas em relação às atividades na Universidade de Brasília (UnB). “Quanto mais fomentarmos essa preparação de novos atletas, melhor vai ser para o Brasil. Espero que esses cursos façam com que todos dos saltos ornamentais caminhem na mesma direção, pensando em 2016 e no legado dessa preparação, que são atletas cada vez melhores para as próximas Olimpíadas”, comenta.

Em repouso devido a uma lesão no calcanhar direito, e em descanso durante seu período de férias, que deve acabar em cerca de 15 dias, Hugo, ainda assim, acompanha de perto as atividades da semana especial e espera aproveitar as lições que ouvirá de Chava Sobrino. “Temos que prestar muita atenção no que ele vai falar e nas dicas que ele vai dar durante o treino. Às vezes, há uma diferença mínima para conseguirmos passar de uma nota 7 para uma 9,5. No alto nível, cada vez mais, os menores detalhes fazem diferença”, aponta.
Ministério do Esporte
Fonte Ministério do Esporte 08/08/2014 ás 10h

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