Centenário de Rubem Braga

Fonte Ascom/MinC 25/03/2013 às 21h

 

Exposição em homenagem ao escritor e jornalista capixaba tem apoio do MinC

Há cem anos nascia, em Cachoeiro de Itapemerim (ES), um dos grandes nomes da crônica brasileira: Rubem Braga (1913-1990). No ano do seu centenário, a exposição interativa Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar conta a história do escritor a partir de espaços temáticos que transportam o visitante ao universo que o inspirou e o tornou o inventor da moderna crônica brasileira.

Rubem Braga por Dorival Caymmi, 1951 (óleo sobre tela). Coleção Casa dos Braga, Cachoeiro de Itapemirim

A mostra será aberta nesta terça-feira, 26 de março, em Vitória, onde permanece até 26 de maio. Na sequência, segue para São Paulo e Rio de Janeiro, finalizando a itinerância na casa do homenageado – a Casa dos Braga -, em Cachoeiro de Itapemirim.

A exposição compõe-se de textos, fotografias, vídeos, cadernos de viagem, livros, dentre outras publicações organizadas em seis módulos expositivos que contam a infância, o trabalho como correspondente da II Guerra Mundial, a paixão pelos pássaros. Os espaços da redação de um jornal e do seu apartamento – uma cobertura em Ipanema, no Rio de Janeiro - também são retratados. Durante 28 anos ele morou na cobertura, onde plantou um pomar e uma horta, como se carregasse para o alto da Zona Sul carioca um pouco das árvores frutíferas do quintal de sua infância, em Cachoeiro de Itapemirim.

Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar tem apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e da Fundação Casa de Rui Barbosa, instituição vinculada ao MinC. A exposição mostrará o orgulho que ele tinha da cidade natal, que apareceu em textos exaltando a natureza como as piabas que pescava no Córrego Amarelo, vizinho à sua casa; ou o pé de fruta-pão.

Em um segundo momento, o visitante encontrará uma sala coberta por jornais nas paredes, no teto e no chão, além de mesas de madeira com máquinas de escrever e telefones antigos em cima. É o cenário da redação, onde Braga começou a trabalhar aos 15 anos como repórter no jornal Correio do Sul, de Cachoeiro de Itapemirim, tendo escrito ao longo da carreira para dezenas de outros jornais e revistas.

Relatos

O escritor exerceu as funções de repórter, copidesque, chefe da editoria de polícia em um jornal em Pernambuco e cobriu a II Guerra Mundial nos campos de batalha da Itália como correspondente de guerra do Diário Carioca. Os relatos de Braga eram dramáticos e contavam como os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira seguiam no combate. Seus textos sobre a guerra estão compilados no livro ‘Com a FEB na Itália’.

Cobertura do escritor no Rio: valorização da natureza

Sabiás, bem-te-vis, canários e corrupiões eram umas das paixões de Rubem Braga. Os pássaros surgiram como personagens de crônicas como o “Negócio de menino”e “O conde e o passarinho”. Ao imitar o voo de um deles, movimentando os braços para cima e para baixo, o visitante terá a oportunidade de interagir com passarinhos a partir de projeções na parede.

Outra paixão do escritor, as mulheres estarão representadas em uma sala com frases de seus textos que fazem referência a elas. A imagem da musa Tônia Carrero estará ampliada na parede sob os escritos.

A famosa cobertura de Rubem Braga em Ipanema será remontada com imagens da vista para o mar e com plantas que ele cultivava. Os amigos que sempre frequentavam o apartamento também estarão lá. Ziraldo, Zuenir Ventura, Ana Maria Machado, Danuza Leão, Fernanda Montenegro aparecerão em vídeo com depoimentos sobre o cronista. Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar tem curadoria de Joaquim Ferreira dos Santos e o projeto cenográfico é de Felipe Tassara.

Para o público de Vitória, a exposição estará aberta à visitação de 27 de março a 26 de maio, no Palácio Anchieta, de terça a sexta-feira, das 8h às 18h; e aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h. A entrada é gratuita.

Confira o site da exposição.

 

Ascom/MinC
Fonte Ascom/MinC 25/03/2013 ás 21h

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