CAU KARAM e Grupo À DERIVA lançam o cd

Fonte Venturini Assessoria de Comunicação 02/05/2013 às 8h
De Senhores, Baronesas, Botos, Urubus, Cabritos e Ovelhas

 

Uma música original, expressiva e cheia de nuances, atenta à riqueza das matrizes que a cultura brasileira oferece e, ao mesmo tempo, aberta à infinidade de possibilidades criativas que surgem no diálogo entre essas tradições e formas contemporâneas de jazz e música erudita. Esse é o resultado da união entre o compositor e violonista gaúcho Cau Karam e o quarteto instrumental paulistano À Deriva, que pode ser conferido no cd De Senhores, Baronesas, Botos, Urubus, Cabritos e Ovelhas, que acaba de ser lançado.

A parceria entre o violonista e o grupo teve início em 2007 quando os músicos do À Deriva foram convidados a acompanhar Cau Karam nos shows de lançamento de seu CD “Sambas, Choros, Valsas e um Frevo”. Desse encontro nasceu uma relação de mútua amizade e admiração e, também, o desejo coletivo de estender a parceria para um novo disco em que os estilos de todos os artistas se articulassem, interpretando composições tanto de Cau quanto dos integrantes do À Deriva.

A característica central da música de Cau Karam é a presença marcante das matrizes musicais brasileiras. A riqueza rítmica e a linguagem melódica dos gêneros tradicionais são recriadas de um ponto de vista pessoal, incorporando um enfoque harmônico e formal muito original e uma utilização cuidadosa de timbres na construção dos arranjos. À Deriva, por sua vez, foca sua produção na elaboração de situações musicais com alto potencial criativo, baseadas sobretudo na improvisação e na interação livre entre os músicos. Mesmo marcada pelo experimentalismo, sua música - que se manifesta de forma renovada a cada performance – é sempre sensorial e expressiva.

Para o trabalho, Cau Karam (violão e viola de 10 cordas), Beto Sporleder (sax soprano, tenor e flauta), Daniel Muller (piano e acordeon), Rui Barossi (baixo acústico) e Guilherme Marques (bateria e percussão) produzem uma sonoridade baseada em instrumentos acústicos.

O repertório do cd é formado pelas composições originais Suíte Zooilógica (Cau Karam) - I. Passarinho que Acompanha Morcego Acorda de Cabeça Pra Baixo / II. Pajaraco Barato / III. Os Botos da Praia do Cassino não São Cor-de-Rosa / IV. Pulando Feito Tainha; Cadeau (Rui Barossi); O Tímido e (é) o Narcisista (Cau Karam); No Areal da Baronesa (Cau Karam); Sr. Moreira (Guilherme Marques); O Hábito Estraga "Um Monte" (Cau Karam); Nem o Freud, nem o Roberto Carlos (Cau Karam); Ponto e Vírgula (Rui Barossi) / Bloco do Seu Silva (Beto Sporleder); Bom Cabrito não Berra (Cau Karam) e Moorit Yow (Rui Barossi).

O projeto é realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).
 
Sobre os artistas

À Deriva
consolidou sua formação em 2004 quando, ao trio formado por Daniel Muller (piano acústico e elétrico, acordeon), Guilherme Marques (bateria) e Rui Barossi (baixo acústico), juntou-se Beto Sporleder (saxofones, flauta transversal). O quarteto lançou, até hoje, quatro CDs inteiramente autorais: À Deriva (2006), À Deriva II (2008), Suíte do Náufrago (2010) e Móbile (2013). O dinamismo e a consistência da proposta artística do quarteto, aliados à fecundidade de seu trabalho composicional, tem proporcionado ao grupo uma grande riqueza de experiências, vide o envolvimento recente com projetos diversos: além da parceria com Cau Karam, experimentou contribuições com a cantora Blubell, (CD “Eu sou do tempo em que a gente se telefonava”), participação em espetáculos teatrais (espetáculo “origem destino”, da cia Auto-Retrato (2012), “(Ver[ ]Ter)” e “Guerra sem Batalha”, cia Les Commediens Tropicales), passando por cinema (gravou a trilha sonora de “Cara ou Coroa”, de Ugo Gorgetti) e projetos pedagógicos (oficina “Música criativa para jovens”). Essa riqueza de experiências contribui para a expansão do entrosamento entre os músicos, o refinamento e a ampliação de suas concepções estéticas e, ao mesmo tempo, para a renovação do seu repertório e de suas ferramentas criativas.

Cau Karam é violonista e compositor, começou seus estudos de violão como autodidata com 18 anos de idade e dedica-se ainda ao cavaquinho e à viola caipira. Em 2000, depois de ser selecionado no projeto Rumos Musicais – Tendências e vertentes da produção brasileira atual, do Instituto Itaú Cultural, Cau Karam passou a se dedicar mais intensamente à composição. Em 2006, o músico teve seu talento reconhecido ao receber o Prêmio Açorianos nas categorias “Melhor Compositor” e “Melhor CD de Música Instrumental”, com o seu primeiro disco “Sambas, Choros, Valsas e um Frevo”, financiado através do Fumproarte – Fundo de Apoio à Arte da Prefeitura de Porto Alegre.
Venturini Assessoria de Comunicação
Fonte Venturini Assessoria de Comunicação 02/05/2013 ás 8h

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