Campeonato de badminton visa preparação de atletas para Olimpíadas

Fonte Força Aérea Brasileira 08/08/2014 às 10h
O I Yonex Gran Prix Brasil de Badminton é o primeiro campeonato da modalidade realizado na América do Sul, e serve como teste inicial para o esporte visando as Olimpíadas de 2016. Quem afirma é o diretor de desenvolvimento da Confederação Panamericana de Badminton, German Valdez.

O evento, que reúne 107 atletas de 20 países, encerra-se no domingo (10) no Rio de Janeiro. Este ano é o primeiro Grand Prix, mas no próximo ano deve ser realizado o segundo evento. “Queremos que tudo funcione adequadamente já para as Olimpíadas”, explica Valdez.

Mesmo com história de apenas três décadas de badminton no Brasil, o País já sedia um campeonato internacional. Para o diretor, isso é possível em função do trabalho realizado em conjunto entre as organizações para o desenvolvimento de escolas, com foco na educação de treinadores, preparação e apoio a jogadores e realização de eventos. Isso possibilitou que o Brasil recebesse seu primeiro mundial da modalidade.

“Nos últimos quatro anos, o Brasil teve um avanço espetacular no badminton. Já é a terceira potência das Américas com jogadores entre os “top” do continente. Ter conseguido esse desempenho em tão pouco tempo é muito exitoso e fará diferença em 2016”, avalia Valdez.

Embora sejam remotas as chances de medalhas, Valdez acredita que os atletas americanos vão surpreender com bons resultados, apostando no Brasil e Peru na América do Sul. Na América Central, Cuba e Guatemala, e no Norte, EUA e Canadá, despontam como favoritos.

Foco na competição de alto nível
O técnico da seleção brasileira de badminton, Marco Vasconcelos, que já participou de três Olimpíadas, tem planos e objetivos concretos.

O treinador, que tem origem portuguesa, explica que o projeto da seleção brasileira está voltado, neste momento, para a elevação do nível de competição dos atletas de alto rendimento do País. "Medalha olímpica nesse momento é muito difícil. O nosso objetivo é preparar a seleção para chegar a um bom nível na alta competição, para jogar de igual com os principais atletas mundiais. Para as Olimpíadas 2016, vencer uma partida já será estar entre os 20 melhores do mundo. E esse será um grande resultado. Podemos pensar em medalhas em 2020 e 2024", garante o técnico.

Na avaliação de Vasconcelos, realizar o Grand Prix no Brasil é um voto de confiança importante da Confederação Mundial à Confederação Brasileira de Badminton. “Só existem três países que sediam eventos na área Panamericana: Estados Unidos, Canadá e Brasil. A Confederação Mundial está tratando o Brasil como potência no badminton na zona Panamericana”, explica.

Esperanças brasileiras
Em março deste ano, a FAB incorporou 18 atletas de badminton, sendo nove da seleção brasileira. Para o técnico brasileiro, ao incorporar atletas de alto rendimento, a Aeronáutica dá um passo importante para o badminton no Brasil. “A Aeronáutica e a Confederação estão juntas para realizar um grande trabalho na modalidade”, explica.

Na avaliação do técnico, a ação fortalece o esporte e abre perspectivas. “Em primeiro lugar, para os atletas é uma honra integrar e representar a Força Aérea. Acresce responsabilidades, além de serem atletas de alta competição, eles são militares”, afirma.

Os atletas da equipe da Força Aérea Brasileira com mais chances de representar o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro são:

3° Sgt Atl Daniel Vasconcellos Paiola: Principal atleta da seleção brasileira e da equipe da FAB, ocupa a 77º posição no ranking mundial simples. Já participou de mundiais em 2010 e 2011. Para este Gran Prix, a expectativa é chegar nas quartas de final, classificando-se entre os oito primeiros colocados. “Como o Brasil está sediando as Olimpíadas, já temos vagas garantidas no simples masculino e feminino, a ser representado por quem estiver melhor classificado no ranking mundial. Essa é a nossa chance de pontuar”, acredita Paiola.

3º Atl Sgt Alex Yuwan Tjong: Classificado em 121º do ranking mundial simples e 74° em dupla mista. Segundo lugar de duplas masculina na Venezuela e terceiro na dupla mista, em junho de 2014. Foi o primeiro lugar em dupla mista no torneio da Argentina e o terceiro lugar de mista no Torneio do Mercosul, realizado em maio deste ano, em Foz do Iguaçu. “Participar de uma etapa mundial no Brasil traz muita experiência para a carreira pela oportunidade de jogar um torneio de alto nível, com os melhores jogadores do mundo e em casa, com o apoio da torcida e a honra de representar a FAB dentro da própria FAB”.

3º Sgt Hugo Lemos Arthuso: Especialista em duplas, ocupa o 59º do ranking internacional de mista. Foi terceiro colado em dupla mista na Venezuela em 2014, e primeiro colocado na dupla masculina no mesmo campeonato e segundo lugar na mista e masculina no III Argentina International Series. “Esta etapa, com atletas de nível do mundo inteiro, é uma grande experiência. Um teste para as Olimpíadas para verificar o nível dos atletas brasileiros em relação aos melhores jogadores internacionais”, analisa.

3° Sgt Atl Fabiana da Silva: 62° colocada na simples e 59° na dupla mista (com Arthuso), foi terceira colocada no Panamericano da República Dominicana de 2013 na individual, dupla mista e por equipes. Este ano, foi campeã brasileira em Niterói. “Neste Gran Prix eu pretendo buscar o pódio, embora o nível seja muito alto. Sei que é difícil, mas me preparei e busco muito o resultado”, acredita Fabiana.

Raquetes
As cordas são as partes mais importantes da raquete, permitindo um golpe certeiro e rápido. Para isso, é vital que o encordoamento tenha a pressão certa, não podendo ser frouxo nem muito apertado. Normalmente, as raquetes de alto desempenho têm entre 25 e 28lbs.

Geralmente, a cada dois dias de treinamento, as cordas da raquete vão perdendo a tensão e tendem a se desfiar. Em competição, a pressão é aferida a cada jogo. No I Yonex Gran Prix Brasil de Badminton, Paulo Fam e o peruano Antônio Ricca são os responsáveis pela manutenção dos equipamentos. Por dia, uma média de 50 raquetes são revisadas após as partidas.

Paulo é praticante de badminton e já foi o primeiro do ranking nacional nos anos de 92, 93, 94 e 96. Hoje ele é treinador e “artífice de raquetes” nas horas vagas.


Força Aérea Brasileira
Fonte Força Aérea Brasileira 08/08/2014 ás 10h

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