Brasil vive amadurecimento coletivo em inovação, avalia ministro

Fonte Ascom -MCTI 25/05/2012 às 9h
Ao encerrar a primeira edição do Inova +, nesta quarta-feira (23), em Brasília, o ministro Marco Antonio Raupp falou sobre os desafios para estimular a inovação no país e declarou que o Brasil tem vivenciado um amadurecimento coletivo em relação ao tema. O evento foi realizado pela GE do Brasil com a parceria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil),

“Estou certo de que hoje as lideranças do setor industrial, o governo federal e os gestores das instituições de ciência e tecnologia alcançaram o mesmo patamar de reconhecimento da inovação e da sua premência para o país”, declarou o titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) a empresários presentes no encontro, ao comentar a realização de eventos com tal finalidade. “Encaramos sempre a CNI como parceria para trabalharmos juntos em ideias e projetos”, afirmou.

Raupp destacou o avanço no sistema nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) e reconheceu o processo lento de consenso entre as partes – o que, segundo ele, também contribui para o avanço harmônico e equilibrado. “É obvio que há sempre pontos para serem ajustados, mas que não configuram divergências, ao contrário, isso confirma nossa capacidade de diálogo e de continuar avançando”.

Como exemplo de agenda comum, ele apontou os investimentos no Programa Ciências sem Fronteiras e a parceria com a CNI para a construção da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). “O que estamos buscando agora é afinar a sintonia em que deve se dar essa harmonia para que a Embrapii possa trabalhar de forma eficaz e alcançar os objetivos para os quais foi criada”, disse.

Desafios

Entre os desafios para acelerar esse processo e garantir a capacidade de sobrevivência e crescimento do sistema de C,T&I, o ministro destacou como mais relevantes: a necessidade de um novo modelo de financiamento, o aprimoramento do marco legal e a formação de recursos humanos.

“Enquanto não temos isso definido e em operação, estamos providenciando outras formas de garantir o crescimento da oferta de recursos”, mencionou Raupp ao relatar o desempenho e as perspectivas em relação às operações da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agência ligada ao MCTI. “O volume contratado pela Finep foi, em 2011, 75% maior do que em 2010 e o desembolso foi 40% maior. Para este ano, a nossa expectativa é de elevar a disponibilidade de recursos para R$ 6 bilhões”, acrescentou.

Segundo ele, há entendimento de parte do governo de que o setor público precisa partilhar os riscos e esforços de inovação com as empresas. “Estamos preparando um novo edital para o Programa de Subvenção Econômica. Um importante meio e estímulo à inovação nas médias e pequenas empresas”, informou.

Para o ministro, o setor privado deve responder com a mesma proporção das economias mais desenvolvidas e inovadoras. “Portanto, precisamos que as empresas estejam dispostas a elevar seus dispêndios em pesquisa e desenvolvimento. Se não houver isso não chegaremos a lugar algum e teremos de nos contentar com a posição de seguidores”, sustentou.

O secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida, apresentou um panorama do país na área de C,T&I e os programas existentes e em andamento para estimular a inovação, como incentivos fiscais de apoio às empresas de base tecnológica por meio da Lei de Informática, da Lei do Bem, da Portaria 950 e do Padis. "E o setor de TI [tecnologia da informação] está elaborando o Plano Nacional de Software”, comunicou.

Ascom -MCTI
Fonte Ascom -MCTI 25/05/2012 ás 9h

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