Brasil terá novo supercomputador até 2015

Fonte Agência Gestão CT&I de Notícias 19/05/2013 às 18h

 

Porto Alegre (RS) - O Centro de Previsão de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) deverá ter, até 2015, um novo supercomputador. A máquina vai gerar previsões de tempo mais confiáveis, com maior prazo de antecedência e de melhor qualidade, o que subsidiará o desenvolvimento e a implementação do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global.

Tupã será substituído por supercomputador mais potente em previsões do tempo. Foto: Divulgação/INPETupã será substituído por supercomputador mais potente em previsões do tempo. Foto: Divulgação/INPE

Ao custo próximo de R$ 30 milhões, o supercomputador substituirá o Tupã, adquirido em 2010 pelo Inpe. O novo equipamento rodará modelos com escala globais de 3km de resolução, em substituição aos 20km do atual. A nova configuração permitirá ao Brasil continuar em posição de destaque entre os países capazes de gerar cenários futuros de clima.

Apesar de passar a ideia de longevidade por causa da nomenclatura e por ter apenas três anos de uso, o equipamento, assim como os modelos comuns, se torna obsoleto em um curto período. “Supercomputador é material de consumo. Se você me presentear daqui a três anos com esta máquina, será meu inimigo, pois nem manutenção vou conseguir fazer”, avaliou o coordenador do CPTEC, Osvaldo Moraes, durante o 6º Encontro Preparatório Fórum Mundial de Ciência 2013, em Porto Alegre (RS).

A compra do equipamento faz parte da estratégia nacional para diminuir as incertezas nas previsões do clima e tempo. Como parte deste plano, o MCTI anunciou em janeiro a aquisição de nove radares meteorológicos, 4100 mil pluviômetros, 286 estações hidrológicas, 286 sensores de deslizamento, 100 estações agrometeorológicas e 500 sensores de umidade do solo. (veja mais clicando aqui)

Apesar do grande investimento em tecnologia, Moraes alertou que o esforço pode ser vão caso não haja uma política para atrair e capacitar recursos humanos para o setor. “As políticas públicas implementadas pelo governo trouxeram, de fato, mais dinheiro. Mas não há um plano que dê mais atratividade à carreira. Tanto salários quanto bolsas pagas a profissionais do setor são baixas. É necessária uma política mais agressiva para atrair novas mentes para esse segmento”, enfatizou.

O coordenador do CPTEC acredita que é indispensável uma medida rápida para não haver perda de competitividade. Segundo ele, o centro dispõe de um número reduzido de especialistas em áreas importantes, que em alguns casos estão em idade de se aposentar, e a reposição feita por jovens profissionais é incipiente para as necessidades que o centro atualmente possui.

Agência Gestão CT&I de Notícias
Fonte Agência Gestão CT&I de Notícias 19/05/2013 ás 18h

Compartilhe

Brasil terá novo supercomputador até 2015