Brasil e França discutem experiências em laboratórios em rede

Fonte Ascom do CNPq 09/05/2013 às 9h
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) da França realizaram, nesta quarta-feira (8), um seminário com tema Experiências Franco-Brasileiras de Laboratórios em Rede.

 

O evento teve como objetivo debater a cooperação em rede já implementada entre as duas nações nas áreas científica e tecnológica e apresentar casos bem sucedidos de projetos que sirvam para nortear futuras ações conjuntas.

O coordenador geral de Cooperação Internacional do CNPq, Marcos Formiga, abriu o evento destacando o caráter prioritário da iniciativa. “Este seminário é realizado em um momento oportuno, pois estamos a menos de dois meses do evento destinado a avaliação dos INCTs e como muitos já trabalham em rede de forma integrada com institutos estrangeiros e alguns com parceiros convidados para este evento, teremos a oportunidade de otimizar o processo de avaliação da cooperação dentro desta perspectiva”.

Ao citar dado da Unesco que indica a participação de três milhões de estudantes em práticas de intercâmbio, Formiga destacou que a internacionalização na geração do conhecimento é uma tendência mundial. “Apesar da resistência de parte da comunidade científica brasileira com o Ciência sem Fronteiras (CsF), o programa está sendo muito bem sucedido. Mesmo que haja críticas por conta da ‘exportação’ de talentos por determinado período, o país precisa qualificar sua mão de obra e evitar a fuga de cérebros” disse o coordenador.

O diretor geral para Ciência do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) da França, Bernard Dreyfus, destacou em sua apresentação a parceria com o Brasil e os projetos conjuntos em andamento. “Tenho a honra de voltar após 2011, quando foi decidido pela ampliação da nossa cooperação. Ela é histórica devido ao alto nível da colaboração já estabelecida na temática escolhida, o que inclui a ajuda a outras regiões como a África”, disse Dreyfus, lembrando do Programa Tripartite, lançado durante a Rio+20, que prevê o auxílio de institutos do Brasil, França e África do Sul no combate a desertificação em países africanos.

Segundo Dreyfus, a França está apoiando o CsF e pretende impulsionar projetos que envolvam pesquisadores brasileiros. “Devemos estender essa importante iniciativa de expansão brasileira para os projetos em rede. Nossos parceiros europeus acreditam que existe uma excelente oportunidade de potencializar essa integração dos laboratórios espalhados pelo nosso continente, América do Sul, África e Ásia com os INCTs”.

O representante da Embaixada da França no Brasil, Eric Bourland, apresentou números que ilustram a importância da cooperação científica e tecnológica entre os dois países. A França é a segunda parceria mais ativa do Brasil, organizando em média cerca de mil missões todos os anos em território brasileiro, além da permanente presença do IRD no país. “Graças a esses dados podemos confirmar a intenção francesa de continuar ampliando a colaboração”, disse. “Estamos acabando a negociação com o CNPq e a Capes para receber alunos de doutorado pelo CsF. Certamente iremos ampliar nossa participação no programa”, completou Bourland.

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Ascom do CNPq
Fonte Ascom do CNPq 09/05/2013 ás 9h

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