Brasil e Áustria assinam acordo no âmbito do Ciência sem Fronteiras

Fonte Ascom do MCTI 12/03/2013 às 8h
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e a Agência Austríaca para Mobilidade Internacional na Educação, Ciência e Pesquisa (OeAD, na sigla original), assinaram nesta segunda-feira (11) um novo memorando de entendimento no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras (CsF). O acordo prevê a ampliação do número de estudantes e pesquisadores envolvidos em intercâmbio pelo programa.

 

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp, a Áustria tem experiência histórica relacionada à ciência e universidades de reconhecida competência em algumas áreas do conhecimento. “Iniciaremos a ampliação de nossa cooperação através deste acordo. Vamos, a partir de agora, construir um novo panorama para esta relação, envolvendo a expertise de nossas empresas e instituições de pesquisas”, pediu. “A formação de recursos humanos qualificados é uma de nossas prioridades e seu país irá agregar em nossa meta.”

O número de vagas para estudantes e pesquisadores brasileiros deve ser sinalizado pelas universidades austríacas em breve. Ficou acertado que no segundo semestre haverá um workshop para alinhamento dos temas que serão trabalhados no âmbito do acordo, assim como as propostas de projetos de interesse comum.

Durante o evento, foi sugerida uma ampliação das ações que integram a cooperação internacional. Foi mencionada a possibilidade de um novo acordo, que envolva grupos de pesquisas dos dois países e tenha a participação de empresas.

Segundo o ministro da Ciência e Pesquisa da Áustria, Karlheinz Toechterle, seu país também quer fortalecer a relação com a indústria. “Estamos passando por processo semelhante ao brasileiro, que compreende maior integração da ciência com as empresas. Temos total interesse em aprofundar a discussão com ações dentro deste enfoque.”

Idioma

O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, informou que os estudantes interessados em cursar graduação terão à disposição um período definido para se aprimorarem no idioma oficial no país, o alemão. “Todos os estudantes que cursarem o idioma com a perspectiva de ir para a Áustria pelo Ciência sem Fronteiras terão que passar por exame antes de iniciar o curso em qualquer universidade do país. Os estudantes selecionados pelo programa possuem excelente perfil acadêmico e terão que demonstrar conhecimento necessário também no nível exigido para o idioma”, disse.

O memorando de entendimento ficará vigente por cinco anos. A intenção é aprofundar a parceria entre instituições acadêmicas, científicas e privadas, com a finalidade de criar benefícios mútuos.

A cooperação visa estimular a diversificação dos programas de mobilidade internacional e de cooperação entre estudantes, professores e pesquisadores dos dois países e ampliar as oportunidades de educação e treinamento de estudantes de graduação e pós-graduação e de pesquisadores brasileiros no exterior. A cooperação será promovida nas áreas prioritárias definidas pelo Ciência sem Fronteiras e o CNPq ficará responsável por financiar as bolsas e os custos operacionais destinados aos estudantes e pesquisadores brasileiros.

As propriedades intelectuais geradas pelas atividades definidas no acordo serão distribuídas de forma equitativa entre as partes envolvidas, conforme prevê o memorando, que está constituído de acordo com a legislação vigente em ambos os países. As condições estabelecidas poderão ser alteradas anualmente.

Sobre a Áustria

Com Produto Interno Bruto (PIB) nominal de US$ 419 bilhões e crescimento de 3% em 2011, a Áustria figurou como a 28ª principal economia mundial. O setor de serviços é o principal ramo de atividade e responde por 69% do PIB, seguido do setor industrial, com 29,5%. O país europeu foi o 44º parceiro comercial brasileiro em 2011. Entre 2007 e 2011, o intercâmbio comercial brasileiro com o país cresceu 87%, passando de US$ 1 bilhão para US$ 1,9 bilhão.

 

Ascom do MCTI
Fonte Ascom do MCTI 12/03/2013 ás 8h

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