Biblioteca Octávio Ianni é reinaugurada no IFCH

Fonte Imprensa Unicamp 21/05/2013 às 16h

Biblioteca Octávio Ianni é reinaugurada no IFCH

A mãe de todos os acervos da área de humanidades da Unicamp, a Biblioteca Otávio Ianni, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), mudou sua porta de entrada na manhã da segunda-feira (20). A reinauguração teve uma festividade interna e discreta entre a equipe de funcionários, mas foi marcada com a abertura de uma mostra de Grazielle Katyane dos Santos Silva baseada em seu próprio acervo de história da arte, um dos melhores e mais completos do País, na opinião da curadora. “O acervo é um dos motivos pelos quais escolhi fazer doutorado em história da arte na Unicamp”, acentua Graziela. A mostra pode ser visitada no novo saguão da biblioteca durante dois meses, em seguida, será montada na Biblioteca Central César Lattes.

Graziela, aluna de doutorado orientada pelo professor Nelson Aguilar, explorou com inteligência os documentos pertinentes à história da arte, fazendo uma relação entre obras que compreendem um período entre o realismo (1850) e o novo realismo (1960). Os painéis revelam que a mesma temática abordada numa obra de Picasso merece atenção de um pintor do futurismo ou do surrealismo. Nas obras que trazem como tema as patas de cavalos, por exemplo, é possível observar a multiplicação dos movimentos. Todas as obras são acompanhadas de notas explicativas.

Entre os artistas nucleares estão Gustave Courbet, Manet e Marcel Duchamp. A partir de Duchamp, Graziela analisa a representação dos objetos. A obra “A fonte”, por exemplo, tem como tema um vaso sanitário, enquanto no pop art, latas de sopa são reproduzidas em serigrafia e, no surrealismo, as latas são amassadas como subproduto da sociedade.

A oportunidade de organizar uma mostra a ser visitada por pessoas de diferentes setores da sociedade é gratificante para a historiadora, e a biblioteca permite isso. “Quando vi a dona Hélia, uma das pessoas que garantem a limpeza da biblioteca, e folhear o livro de Cezane, me senti realizada por ver que a história da arte é acessível também a pessoas que não a têm como objeto de estudo”, acrescenta.

Graziela inspirou-se na ideia do curador Emílio Villa, em 1947, na inauguração do Museu de Arte de São Paulo (Masp), quando reproduziu as obras, organizando-as em painéis, acompanhadas de notas explicativas.

Acessibilidade

O edifício recebeu uma ampliação de 2.200 para quase 4 mil metros quadrados e agora se distribui em três andares amplos acessíveis a todos os usuários por escada ou elevador. O acervo, de acordo com a diretora Regiane Alcântara Eliei, está mais bem-acomodado, assim como a área de leitura, que conta com iluminação adequada e decoração aconchegante.

Um dos principais acervos da área de ciências humanas do País, a biblioteca teve seu problema de infraestrutura resolvido com a reinauguração, segundo Regiane. O projeto inclui sistema de proteção e combate a incêndios, além da ampliação do prédio antigo.

“Um acervo rico e lindo”. Assim Regiane descreve o ambiente que a conquistou em 2004, quando chegou à Unicamp. já que o projeto arquitetônico previa aconchegantes três andares, mas não tem como passar despercebida pelo usuário assíduo, o qual se surpreende com a infraestrutura e o aconchego da nova arquitetura.

Apesar de ter uma bibliógrafa competente, a aquisição de livros é realizada em parceria com os docentes do instituto. Graziela já se prepara para a próxima edição do edital Fapelivros.

 

Imprensa Unicamp
Fonte Imprensa Unicamp 21/05/2013 ás 16h

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