Bento XVI evoca ação cristã para garantia de Justiça e Direitos Humanos

Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 às 0h
O papa Bento XVI afirmou que os cristãos não podem deixar de lutar pela igualdade social, ao se reunir hoje com participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho "Cor Unum", órgão responsável pelas ações de caridade da Igreja Católica.

"A comunidade cristã não pode, e não deve, ficar à margem da defesa dos Direitos Humanos e da promoção da Justiça, mesmo se não compete à Igreja interferir diretamente na política dos Estados", ressaltou o Pontífice.

O Papa citou a sua mais nova encíclica, lançada este ano e intitulada "Caritas in Veritate", e a realização da Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos para evidenciar a importância de ações religiosas nesse âmbito.

De acordo com Bento XVI, o trabalho da Igreja Católica visa "o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, na qual são reconhecidos e respeitados todos os direitos dos indivíduos e dos povos".

Mas, para isso, é preciso "muito fiéis que desenvolvam uma frutífera ação no campo econômico, social, legislativo e cultural, e promovam o bem comum".

Na mesma audiência, o Pontífice defendeu que a necessidade da fé e da caridade na busca de uma ordem social justa, já que, segundo o Papa, sem estes elementos corre-se o risco de se tornar cego "pelo egoísmo, interesse e poder".
 
"A fé é uma força espiritual que purifica a razão na busca de uma ordem justa, libertando-a do risco de ser cegada pelo egoísmo, interesse e poder", disse o Bento XVI.

"Na verdade, a experiência demonstra que também nas sociedades mais evolutivas do ponto de vista social a caridade é necessária. O serviço do amor nunca se torna supérfluo, porque sempre existem situações de sofrimento, de solidão, de necessidade, que requerem dedicação pessoal e ajudas concretas", observou o Pontífice.
Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 ás 0h

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Bento XVI evoca ação cristã para garantia de Justiça e Direitos Humanos