BCU Brasil, banco privado, opina sobre a nova cartilha da ANVISA sobre células-tronco do cordão umbilical

Fonte Marsi Comunicação 26/05/2013 às 18h

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) lançou, no dia 24/05/2013, uma cartilha com a pretensão de informar a população sobre os mitos e verdades sobre o armazenamento e coleta de células-tronco do cordão umbilical, incentivando a doação para os bancos públicos em detrimento de guardá-las em um banco privado, onde o uso é exclusivamente para o doador ou sua família, assim como funcionam os seguros de saúde particulares.

Entende-se que muitas vezes as propagandas de muitos bancos privados são apelativas, mas dizer que as vantagens em se armazenar este material rico geneticamente não é tão vantajoso é utópico, visto que já é comprovado cientificamente que estas células já são capazes de ser usadas no tratamento de mais de 80 doenças, entre leucemias, mielomas, anemias, entres outras.

Além disso, a Cartilha não retrata a dificuldade que as pessoas têm em encontrar doadores compatíveis nos bancos públicos, e não apenas em função do baixo número de doadores, mas por causa da complexidade genética de cada indivíduo. “A espera pode chegar até a 1 ano, e ainda corre o risco de não achar compatibilidade, tanto que muitos usam as células-tronco de sua própria medula e de outras fontes para o tratamento destas enfermidades, como foi o caso do Reynaldo Gianecchini”, afirma a Dra. Adriana Homem, médica responsável técnica do BCU Brasil, o maior banco privado da América, com laboratórios no Brasil, México, Argentina e Estados Unidos.

A ANVISA ainda argumenta em relação ao número de transplantes feitos no Brasil com uso de células-tronco entre 2003 e 2010, mas não leva em consideração que este é um serviço razoavelmente novo, mas que apesar de o número baixo, foram tratamentos que trouxeram saúde para estas pessoas.

É importante ressaltar que a partir do momento que você doa as células-tronco do cordão umbilical de seu filho para os bancos públicos, você não terá mais acesso a elas e, caso seu filho apresente algum tipo de doença que pode ser tratada com as células-tronco, ele ficará na fila de espera até encontrar um doador compatível. No Brasil há uma grande diversidade étnica, então é possível que demore muito tempo até que consiga encontrar um doador compatível com o paciente.

É um material genético rico, que não pode ser descartado, seja doado para um banco público ou guardado em um banco privado. “É a mesma coisa que comparar um convênio médico com o SUS. Sabemos que todos nós temos direito ao atendimento gratuito, mas sabemos que o sistema não tem condições de atender a todos. Quem tem convênio médico espera nunca precisar usar, mas tem mais segurança, caso precise”, afirma a Dra. Adriana, que conclui “Agora estão sendo regulamentadas algumas ações da ANS relacionadas ao SUS, por exemplo uma propaganda da TV fala sobre pacientes que recebem o diagnóstico de câncer. O SUS é obrigado a oferecer o tratamento em até três meses depois do diagnóstico”, é uma ação ótima, porém quando fala em iniciar o tratamento não especifica sob quais condições, pode-se ser um atendimento psicológico por exemplo, até encontrar vagas para o tratamento efetivo e físico, três meses pode ser muito tempo para o paciente com câncer, que pode ter um tratamento imediato no particular, se tiver um convênio médico. Basta perguntar para uma mãe que tem o filho diagnosticado com esta ou outra enfermidade e fale pra ela que o tratamento começa apenas daqui a três meses. É justo?”.

Já no armazenamento dos bancos privados as células-tronco do cordão umbilical do seu filho ficarão guardadas para uso exclusivo dele ou de seus familiares e por tempo indeterminado. Claro que se espera nunca precisar usá-las, mas se necessitar estarão lá, à disposição, inclusive para uso de tratamentos experimentais, tanto no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.

O importante é não descartar este material, seja com doações no banco público ou no privado. “Além disso, a cartilha mina algumas informações, dizendo que são raros os relatos de transplantes de sangue de cordão umbilical para uso autólogo em nível mundial e que não há dados estatísticos quanto ao uso e eficácia destes tratamentos realizados. Claro que há dados, no BCU México, por exemplo, já foram realizados cerca de 15 transplantes de células-tronco do cordão umbilical para uso autólogo, todos com resultados positivos e que vem sendo acompanhados, inclusive com casos de cura. Mas a cartilha ainda usa como argumento dados sobre as chances que uma pessoa tem de contrair câncer nos primeiros 20 anos de vida, e de precisar de um transplante, ser extremamente baixa é um tanto quanto utópico e desrespeitoso para as famílias que sofrem com este problema. As chances podem ser baixas, mas afetam muitas pessoas e desestabilizam famílias inteiras”,relata Dra. Adriana.

Por fim, se a cartilha da ANVISA diz que guardar as células-tronco em um banco privado não garante o acesso ao tratamento necessário, e quando necessário, na verdade é exatamente ao contrário, quem guarda nos bancos privados tem acesso imediato ao material genético armazenado, ao contrário dos bancos públicos, que é preciso aguardar por uma compatibilidade, tanto que há casos nos bancos privados de células guardadas que são compatíveis com outras pessoas da família, podendo ajudar não somente o doador. Se a pessoa que tiver armazenado não tiver acesso ao tratamento imediato, é preciso verificar o porquê disso, seja pela burocracia que podem ocorrer em planos de saúde, ou pela deficiência do nosso SUS, que muitas vezes leva meses para agendar um simples exame, ou consulta com um especialista. É um direito de qualquer pessoa doar para um banco público ou guardar em um banco privado. Isso ninguém poderá negar.


Sobre o BCU Brasil - Desde 2009 no Brasil, o Banco de Cordão Umbilical (BCU) é o maior da América e um dos maiores do mundo. Possui mais de 40 escritórios espalhados em todas as regiões do país. O BCU atualmente tem mais de 35 mil amostras de células-tronco armazenadas. Isso é possível porque a empresa conta com equipamentos tecnológicos de última geração e uma equipe formada por profissionais com mais de 11 anos de experiência em criogenia. Mais informações no site www.bcubrasil.com.br
Médica responsável técnica: Dra. Adriana Homem CRM-SP: 95224
Marsi Comunicação
Fonte Marsi Comunicação 26/05/2013 ás 18h

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