As técnicas de dermatologia mais comentadas no ASLMS

Fonte Vevideais 02/05/2013 às 7h

Os principais procedimentos que ganharam destaque no Congresso realizado em Boston no mês de abril

dermatologia_baixa1.jpg

A dermatologista Valéria Campos, especialista em laser e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, participou no mês de abril de um dos mais respeitáveis eventos de dermatologia, o Congresso da ASLMS (American Society for Laser Medicine and Surgery), realizado em Boston (EUA). Abaixo, ela fala sobre as principais novidades apresentadas.

Laser para tratar micose

Manchas esbranquiçadas, amareladas ou até esverdeadas nas unhas são sinais de onicomicose, doença causando por fungos ou leveduras. O tratamento com laser foi um dos destaques do congresso, já que através desta técnica é possível eliminar o problema em poucas sessões. “Apesar do procedimento ser ainda um pouco caro, alguns convênios reembolsam o valor do tratamento e, dependendo da micose, pode trazer o resultado esperado em apenas quatro sessões”, afirma a dermatologista Valéria Campos.

Acelerando a resposta do organismo com a terapia fotodinâmica

Indicada para tratamentos de rejuvenescimento, verrugas, micoses e prevenção de acne, a chamada fotodinamicoterapia pode ser usada para acelerar a resposta do organismo, potencializando os efeitos em menos tempo. Além disso, a técnica tem sido utilizada em tratamentos de câncer de pele. “Isto acontece pois há um estímulo para trocar as células doentes por outras mais saudáveis”, detalha a especialista.

A dermatologista explica que a substância é aplicada entre uma a quatro horas antes do procedimento e depois a região é exposta a um tipo de luz, que pode ser através do laser, de outras fontes de luz, como o LED (luz emitida de diodos) e, inclusive, com o sol. “Recomenda-se apenas que pessoas com sensibilidade a luz solar façam o procedimento com o LED, para evitar qualquer reação na pele”, complementa.

Drug Delivery: técnica aumenta a rapidez e diminui os custos dos tratamentos

Através de canais que são abertos com o laser , é possível aumentar muito o efeito de substâncias que são colocadas na pele, como a vitamina C e o ácido hialurônico, alcançando melhores resultados. “A grande novidade está na substituição das injeções de ácido poliláctico ou corticóide, que são colocados na pele imediatamente após o laser de Co2, auxiliando no tratamento de quelóides, por exemplo”, conta Valéria.

As melhores respostas da drug delivery se apresentam nos tratamentos de rejuvenescimento, com a vantagem de diminuir o número de sessões. “Isto viabiliza um tratamento mais rápido e mais barato”, comemora a doutora.

Livre de Hematomas

Talvez pouca gente saiba que é possível se livrar do indesejável “roxo” que fica na pele depois de uma lesão. “Normalmente, um hematoma leva dias para sumir, mas com o uso do laser e da luz intensa pulsada este tempo pode ser reduzido.”, diz Valéria. Ela explica que o laser e a luz intensa pulsada agem quebrando a molécula do sangue em partículas menores, que são rapidamente levadas pelas células do organismo, promovendo uma limpeza em um tempo bem mais curto.

Facelift do vampiro: técnica de rejuvenescimento utiliza o sangue do paciente

Este procedimento entrou no mercado americano em 2010, mas embora seja usado por mais de 300 médicos nos Estados Unidos, ainda causa muitas polêmicas no Brasil. Para realizá-lo, é preciso colher o sangue do braço do paciente e separar as plaquetas. Depois, este sangue é ejetado na área a ser tratada. “Isto estimula a produção de colágeno novo e é desta forma que a pele recupera a sua aparência mais jovem”, esclarece Valéria Campos.

De acordo com a médica, o procedimento leva menos de uma hora e os pacientes não precisam se afastar de suas atividades diárias, já que é uma técnica cirúrgica não invasiva. “A utilização do sangue do próprio paciente pode reduzir a possibilidade de efeitos secundários possíveis”, destaca. Dependendo do grau de envelhecimento da pele, são necessárias até três sessões, cujo efeito final pode durar de 9 a 18 meses. Embora os resultados pareçam excelentes, a técnica ainda não foi aprovada pela Anvisa em nosso país.

Sobre a dermatologista

Formada pela Faculdade de Medicina da UNESP Botucatu, Valéria Campos é especialista em laser pela Universidade de Harvard e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Foi médica estagiária do departamento de dermatologia da Boston University e Research Fellow. Concluiu mestrado na Faculdade de Medicina da USP e atualmente é professora convidada responsável pelo ambulatório de laser da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP).

Vevideais
Fonte Vevideais 02/05/2013 ás 7h

Compartilhe

As técnicas de dermatologia mais comentadas no ASLMS