As lendárias Amazonas e o filme Star Trek

Fonte Jeovani Salomão 19/11/2009 às 0h
O artigo "As lendárias Amazonas e o filme Star Trek" é de autoria do empresário, sócio-fundador da Memora Processos Inovadores Ltda, presidente do Sindicato das Indústrias da Informação e Comunicação do Distrito Federal e membro dos Conselhos da Federação das Indústrias do Distrito Federal, da Secretaria do Trabalho e da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Jeovani Ferreira Salomão.

Em um mesmo dia do final de maio assisti o filme “Star Trek” e terminei de ler o livro “A Última Guerreira”, de Steven Pressfield, um épico sobre as lendárias mulheres guerreiras. Recomendo ambos.

Os créditos do filme da Paramont e Spyglass, assim como toda produção da indúst r ia cinematográfica, fazem referência a várias empresas e pessoas especializadas. Produção da BadRobot, efeitos visuais e animações, por sinal sensacionais, da Industrial Light & Magic e assim por diante. Tudo para mostrar como a famosa tripulação da Enterprise superou dissidentes do império romulano.

O livro de Pressfield, reconhecido romancista histórico, narra a sociedade das Amazonas e algumas de suas guerras, sendo a central contra Atenas. As fascinantes mulheres se concentram no que sabem fazer de melhor: lutar. Homens, que aceitam como serviçais, para reprodução e em eventuais alianças, cuidam dos serviços braçais e domésticos. Na batalha central, uma tribo aliada é utilizada para os serviços de
engenharia: construção de pontes e aparatos de guerra.

Esse é o pensamento da indústria nacional que considera a terceirização essencial para sua competitividade, segundo Sondagem Especial efetuada pela CNI, divulgada em abril de 2009. O lado positivo deste levantamento é a consciência do empresário quanto à necessidade de se concentrar em seu core business. Tanto é assim que
79% das empresas que fazem uso de serviços terceirizados irão manter ou ampliar este quadro.

Penso que nos próximos anos esta tendência irá se reforçar principalmente em função do aprimoramento dos modelos de terceirização. A chegada de poderosos softwares na área de processos organizacionais tem transformado esta disciplina em lugar comum dos principais executivos das empresas. Aliada à onda de Arquitetura Orientada a Serviços, que mais do que qualquer outro movimento de tecnologia proxima a TI de seu papel fundamental de apoio aos negócios, o cuidar dos processos organizacionais têm permitido cada vez mais empresas a transformar suas estratégias em realidade.

Decorrente destes movimentos, os processos organizacionais estão sendo melhor explicitados e delimitados o que permite, muito mais facilmente, que sejam terceirizados e que seus resultados sejam acompanhados por meio de Contratos de Nível de Serviços. Esta corrente é denominada mundialmente de BPO – Business Process Outsourcing.

O lado negativo da Sondagem efetuada pela CNI é que os empresários ainda demonstram, com razão, inseguranças jurídicas. Para o Brasil se inserir definitivamente no primeiro mundo é necessário que adotemos as melhores práticas do mercado. É hora do governo perceber que a legislação sobre a terceirização deve se
modernizar.

Se superarmos este desafio legal, estou certo que nossa Indústria responderá com maior participação no mercado mundial. Estaremos preparados para competir, seja contra nossos “rivais” do BRIC ou, quem sabe, contra gregos, amazonas e romulanos.
Jeovani Salomão
Fonte Jeovani Salomão 19/11/2009 ás 0h

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