Argentina: Familiares de vítimas de atentado contra comunidade judaica pedem justiça

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
Familiares das vítimas do atentado realizado há 15 anos contra a Associação Mutual Israelita da Argentina (Amia), que causou a morte de 85 pessoas, denunciaram hoje a falta de justiça para punir os responsáveis.

"Pedimos ao Estado argentino, à comunidade internacional e ao Irã que seja feito o máximo esforço para que estas pessoas compareçam diante da Justiça", disse o representante da entidade, Guillermo Borger, durante um ato celebrado em Buenos Aires em memória das vítimas.

O evento, que contou com a participação da presidente Cristina Kirchner, estava programado para ocorrer no mês passado, mas foi adiado devido à propagação da gripe A (H1N1).

"Queremos respostas concretas para as perguntas que, 15 anos depois, continuam pairando. Necessitamos imperativamente esclarecer os pontos que permanecem obscuros. Vamos exigir que persigam os culpados e os que encobriram sem trégua nem descanso", reclamou Borger.

O ataque, cometido com um carro-bomba em 18 de julho de 1994, deixou 85 mortos e 300 feridos. A Procuradoria argentina acusou o Irã e o Hezbollah de planejarem o ataque. O governo iraniano, por sua vez, rejeita tais acusações.

Entre os supostos envolvidos estariam o ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, que governou o país de 1989 a 1997, e o líder do movimento xiita Imad Mughnieh, que faleceu no ano passado.

Junto a Cristina, estiveram presentes no evento o chefe de Gabinete, Aníbal Fernández, e os ministros da Justiça, Julio Alak, e do Interior, Florencio Randazzo. O ato foi organizado por representantes da Amia, da Delegação de Associações Israelitas Argentinas (Daia) e da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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