Ararinhas-azuis chegam ao Brasil nesta terça

Fonte Comunicação ICMBio 25/02/2013 às 10h

Brasília –– A reintrodução na natureza da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) está mais perto. Três exemplares da ave, mantidas em cativeiro na Alemanha, serão repatriados para o Brasil nesta terça-feira (26). Eles saem do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, às 7h35 (hora local), e desembarcam em Guarulhos, São Paulo, às 19h10 (hora de Brasília).

As aves já passaram por exames do Ministério da Agricultura brasileiro e serão embarcadas em voo da Iberia, na cabine, em box biocontidos (imunes a contaminações). Após o desembarque, serão levadas para um criadouro em Cananeia (SP), onde ficarão em quarentena. Ao fim desse período, se juntarão a outros exemplares que estão em cativeiro no Brasil, para a reprodução.

Só há cinco no País

A repatriação faz parte das ações do governo brasileiro de reintroduzir a ararinha-azul na natureza. A espécie, endêmica (exclusiva) do Brasil, é considerada extinta em ambiente natural desde 2000. Atualmente, há no mundo apenas 79 indivíduos, mantidos em programas de cativeiro. A maioria encontra-se em mantenedores no exterior (Espanha, Alemanha e Quatar). Somente cinco compõem a população reprodutiva no Brasil.

Em maio, será feita a repatriação de um novo grupo a partir da Espanha. No início deste mês, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), acompanhou a transferência de um casal de ararinhas na Europa.

Reintrodução à natureza

Com toda essa movimentação, o Cemave, que coordena o Plano de Ação Nacional (PAN) de Conservação da Ararinha-Azul, espera que as aves se reproduzam logo e aumentem a população em cativeiro, criando condições para que a reintrodução à natureza seja feita antes mesmo de 2017, meta prevista inicialmete.“ "Essa possibilidade já vem sendo discutida nas reuniões do comitê gestor do PAN"”, disse João Luiz, chefe do Cemave.

A ararinha-azul é uma ave muito carismática. A história de uma ararinha domesticada, descoberta nos EUA em 2002, quando ela já era considerada extinta na natureza, inspirou o cineasta brasileiro Carlos Saldanha a fazer a animação “Rio”, sucesso de bileteria no ano passado.

Plano Nacional

O Plano de Ação Nacional de Conservação da Ararinha-Azul foi instituído pelo ICMBio em fevereiro do ano passado. Prevê uma série de medidas para aumentar a população manejada em cativeiro e recuperar e conservar o habitat de ocorrência histórica da espécie até 2017. Para isso, o projeto Ararinha na Natureza, mantido com apoio da Save Brasil, desenvolve ações nas comunidades do município de Curaçá, na Bahia.

O grande desafio do plano é manejar a população em cativeiro como uma população única, geneticamente viável e com crescimento considerável de, no mínimo, seis indivíduos ao ano. A espécie possui baixos índices reprodutivos. Os mantenedores que têm obtido melhores índices de nascimento são a Al Wabra Wildlife Preservation, no Qatar, e a ACTP, na Alemanha.

Serviço:

Órgãos de imprensa interessados em cobrir o desembarque das ararinhas-azuis deverão entrar em contato com a Ascom do ICMBio nos telefones (61) 3341-9289 ou (61) 9272-9702

 

Comunicação ICMBio
Fonte Comunicação ICMBio 25/02/2013 ás 10h

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